Clonagem de células de cabelo cada vez mais pertoNotícias de Saúde

Sábado, 26 de Outubro de 2013 | 123 Visualizações

Uma equipa de investigadores está a desenvolver um método de clonagem que poderá gerar o crescimento de novos cabelos humanos em vez do método do transplante.

Conduzido pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, EUA, o estudo encontra-se ainda numa fase inicial, mas revela-se promissor para os cerca de 50% de pessoas com mais de 50 anos que alegadamente sofrem com queda de cabelo.

Para o estudo, os investigadores utilizaram estruturas da pele que originam os folículos do cabelo, as chamadas papilas dérmicas. Estudos anteriores tinham já tentado clonar papilas dérmicas com o intuito de produzir folículos capilares, mas as papilas dérmicas rapidamente perdiam a sua capacidade de produzir folículos e regressavam ao estado de simples células da pele. 

No entanto, a clonagem de papilas dérmicas em roedores tinha já sido conseguida com sucesso, em estudos anteriores. Suspeitando que o êxito se devia à forma como as células dos roedores se organizavam em aglomerados tridimensionais, recriando assim um ambiente propício à produção de novos folículos, os cientistas tentaram reproduzir essa situação com as papilas dérmicas humanas.

As papilas dérmicas de sete dadores humanos foram cultivadas e transplantadas, tendo cinco dos transplantes originado crescimento capilar que se prolongou durante, pelo menos, seis semanas.

Angela Christino, autora do estudo , considera que “cerca de 90 por cento das mulheres com problemas de queda de cabelo não constituem boas candidatas à cirurgia de transplante de cabelo devido à quantidade insuficiente de folículos capilares dadores”.

Sendo assim, “este método oferece a possibilidade de induzir um grande número de folículos pilosos ou de rejuvenescer folículos pilosos existentes, a partir de células cultivadas com poucas centenas de cabelos dadores”, afirma ainda a investigadora. Adicionalmente, “pode tornar o transplante de cabelo acessível a indivíduos com um número limitado de folículos, incluindo queda de cabelo em mulheres e perda de cabelo devida a cicatrizes”.

Esta técnica poderá ter, para além do seu potencial cosmético , um impacto positivo em termos mais funcionais como em área de substituição da pele em pessoas com cicatrizes e queimaduras.

Banco da Saúde

Partilhar esta notícia
Autor
Estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences / Alert
Referência
Investigadores Universidade de Columbia, em Nova Iorque

Notícias Relacionadas