Clima de muito sol pode influenciar risco de esclerose múltiplaNotícias de Saúde

Segunda, 12 de Março de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Guardian Liberty Voice

Um novo estudo sugere que as pessoas que vivem em áreas mais expostas aos raios solares, nomeadamente aos raios UVB, poderão correr um menor risco de desenvolverem esclerose múltipla (EM) posteriormente. 
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Helen Tremlett da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá, o estudo indicou ainda que a exposição elevada aos raios UVB durante a infância e adolescência pode igualmente reduzir o risco do desenvolvimento da doença. 
 
Apesar de causarem queimaduras na pele e indiretamente cancro, os raios UVB são muito importantes pois ajudam o organismo a produzir vitamina D. Os níveis baixos de vitamina D foram associado a um maior risco de EM.
 
Para o estudo, a equipa de Helen Tremlett contou com dados recolhidos do Estudo sobre a Saúde dos Enfermeiros (“Nurses' Health Study”, na sua nomenclatura original). 
 
Os investigadores identificaram 151 mulheres com EM e 253 com idades semelhantes e sem a doença. As mulheres eram quase todas de raça branca, pele clara a média e viviam em diferentes regiões e climas dos EUA. Todas as participantes tinham respondido a questionários sobre a sua exposição solar durante o inverno, verão e toda a vida.
 
Foi verificado que as mulheres que viviam nos climas com mais sol e exposição a raios UVB apresentavam uma redução de 45% no risco de EM, em relação às que apresentavam a menor exposição aos raios UVB.
 
Nas participantes que tinham vivido em áreas com o maior nível de exposição aos raios UVB entre os cinco e os 15 anos de idade, a redução no risco de EM era de 51% em comparação com as que tinham o nível mais baixo de exposição.
 
“Os nossos achados sugerem que uma maior exposição aos raios solares UVB, uma maior exposição ao ar livre no verão e um menor risco de EM podem ocorrer não apenas na infância, mas também no início da idade adulta”, concluiu a autora do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”

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