Classe média tem dificuldade em ir ao dentistaNotícias de Saúde

Segunda, 26 de Fevereiro de 2018 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: The Sun

A Ordem dos Médicos Dentistas quer que o Estado comparticipe cuidados de saúde oral aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, lembrando que mesmo grande parte da classe média está impedida de aceder à medicina dentária, noticiou a agência Lusa.
 
De acordo com o Estudo da Empregabilidade realizado no ano passado e agora divulgado pela Ordem, entre 50 a 60 por cento dos utentes em Portugal pagam integralmente no ato da consulta ou do tratamento no médico dentista.
 
Há ainda 13 a 16% que paga através de seguro de saúde, 10 a 13% por subsistema público e cinco a sete por cento por plano de saúde. Depois, cerca de 6% por cheque dentista e três a cinco por cento a crédito.
 
Apesar de 44% dos médicos dentistas considerarem que o número de utentes subiu entre 2016 e 2017, a Ordem sublinha que há uma larga fatia da população que “não tem capacidade económica para ir ao médico dentista”.
 
“É preciso investir muito no acesso à medicina dentária, criar outros mecanismos que ajudem os portugueses com menores recursos. Mesmo a classe média está impedida, em grande parte, de ter acesso à medicina dentária, porque apenas está presente no setor privado”, afirma Orlando Monteiro da Silva, bastonário dos Médicos Dentistas.
 
Embora aplauda os projetos que há menos de dois anos começaram a integrar médicos dentistas nos centros de saúde, o bastonário indica que a presença de dentistas no SNS ainda é tímida.
 
A Ordem dos Médicos Dentistas chegou já a propor a criação de um seguro estatal para a saúde oral que funcione à semelhança da ADSE dos funcionários públicos.
 
Segundo um estudo apresentado pela Ordem em 2016, o Estado precisaria de 280 milhões de euros anuais para dar a todos os utentes acesso a cuidados de medicina dentária em regime de convenção com consultórios privados.
 
O custo anual de 280 milhões de euros permitiria incluir cerca de 90% dos cuidados de saúde para todos os utentes do SNS. Ou seja, naqueles custos estão contemplados os cuidados e tratamentos mais frequentes, como extrações, desvitalizações ou limpezas.
 
O estudo de 2016 apresentou vários cenários para aumentar o acesso dos portugueses a cuidados de saúde oral e recomenda que se opte pelo aumento da cobertura pública através de prestação privada, um regime convencionado como já acontece noutras áreas (análises clínicas, por exemplo).

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