Cirurgia de substituição das articulações: novas orientações na medicaçãoNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Junho de 2017 | 114 Visualizações

Fonte de imagem: Life Uncoded

Um painel norte-americano de médicos e cirurgiões das áreas da reumatologia e ortopedia desenvolveu um conjunto de linhas orientadoras para gerir a medicação antirreumática em pacientes submetidos a cirurgia total de substituição da anca ou joelho no período perioperatório. 
 
O painel que elaborou as linhas orientadoras era composto por 31 especialistas oriundos de mais de 20 hospitais e organizações profissionais e baseadas na análise de documentação sobre o assinto, experiência profissional e feedback fornecido por pacientes. 
 
As novas indicações destinam-se a ser aplicadas em pacientes adultos com artrite reumatoide, espondiloartrite, incluindo espondilite anquilosante e artrite psoriásica, artrite idiopática juvenil e com lúpus que sejam submetidos a cirurgia de substituição articular.
 
“Os pacientes com doenças reumáticas que são submetidos a cirurgia de substituição articular encontram-se em maior risco de terem infeção nas articulações, que é uma complicação potencialmente devastadora”, explicou Susan Goodman, colíder do estudo e reumatologista no Hospital para Cirurgias Especiais, em Nova Iorque, EUA.
 
Algumas das recomendações incluem a continuação da toma de fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARD, sigla em inglês) não-biológicos durante o período perioperatório em pacientes com artrite reumatoide, espondiloartrite, artrite idiopática juvenil e com lúpus submetidos a cirurgia de substituição articular.
 
As medicações biológicas devem ser suspendidas um ciclo de doses antes da cirurgia de substituição, o mais próximo possível permitido pela data da operação. A medicação deve ser retomada após evidência de cicatrização que ocorre normalmente 14 dias após a cirurgia em pacientes com doenças reumáticas.
 
As recomendações destinam-se a serem usadas tanto pelos médicos ortopedistas, reumatologistas e de outras áreas que efetuem avaliação de risco, assim como pelos pacientes. 
 
O painel ressalvou que estas linhas orientadoras se aplicam a contextos de situações clínicas comuns e poderão não se observar em situações excecionais ou pouco frequentes.

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Referência
Estudo publicado pela “Arthritis Care & Research”