Cirurgia de remoção do glioma de alto grau aumenta sobrevidaNotícias de Saúde

Terça, 14 de Janeiro de 2020 | 21 Visualizações

Fonte de imagem: Neuro Central

Investigadores do Centro do Cancro Johns Hopkins Kimmel sugerem num estudo que remover os gliomas de alto grau do tronco cerebral aumenta o tempo de sobrevida dos doentes para além daquele oferecido pela radio e quimioterapia.
 
A sobrevivência dos doentes com este tumor é ainda muito baixa, com uma média de 8 meses de vida após o diagnóstico para aquelas pessoas submetidas apenas a biópsia.
 
A maioria dos gliomas de alto grau forma-se nas células da glia. Apenas uma pequena percentagem tem origem no tronco cerebral, uma estrutura central e essencial às funções corporais, como a respiração ou ritmo cardíaco. 
 
Dada a importância desta zona, os gliomas de alto grau do tronco cerebral são tratados apenas com quimio e radioterapia. Contudo, ultimamente os médicos têm conseguido aceder cirurgicamente e com segurança ao tumor.
 
Para o presente estudo, a equipa de investigadores analisou dados de 103 doentes norte-americanos com este tipo de tumor entre 1973 e 2015, dos quais 15% foram submetidos a biópsia e 85% a alguma intervenção cirúrgica. Destes últimos, 19% removeram totalmente o tumor.
 
Foi encontrada uma grande diferença entre os três grupos em termos de sobrevida. Os doentes submetidos apenas a biópsia viveram em média 8 meses após o diagnóstico, contra 11 meses daqueles submetidos a remoção parcial e 16 meses dos submetidos a remoção total do tumor.
 
Dos pacientes com fatores que contribuem para um maior tempo de vida, como a juventude ou estado civil, a média de sobrevida naqueles submetidos a remoção total foi até 4 vezes mais alta que os pacientes submetidos apenas a biópsia.
 
Os investigadores esperam que no futuro seja possível aumentar ainda mais o tempo de vida ao identificar biomarcadores que ajudem a personalizar os tratamentos para cada paciente.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Neuro-Oncology”