Cirurgia às cataratas associada a menor risco de morte em mulheres idosasNotícias de Saúde

Terça, 31 de Outubro de 2017 | 61 Visualizações

Fonte de imagem: Virdi Eye

Um estudo recente sugeriu que as mulheres de idade avançada, que tenham sido submetidas a intervenção cirúrgica devido a cataratas, poderão apresentar um menor risco de mortalidade por todas as causas.
 
Esta conclusão foi retirada de um estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Anne Coleman, da Universidade de Los Angeles na Califórnia, EUA, embora a associação estabelecida não seja clara.
 
Estudos anteriores tinham já estabelecido uma ligação entre a intervenção cirúrgica às cataratas e um risco menor de mortalidade por todas as causas. Especulou-se que tal associação poderia ser devida à melhoria no estado de saúde e independência funcional no paciente oferecida por aquele procedimento.
 
Todavia, a associação entre a cirurgia às cataratas e a mortalidade por uma causa específica ainda não tinha sido investigada e não há informação suficiente sobre a mesma.
 
Para o estudo, a equipa contou com dados recolhidos de um estudo observacional e ensaio clínico norte-americano conhecido como Iniciativa da Saúde das Mulheres (“Women's Health Initiative”, no seu original em inglês), recolhidos entre o início de 1993 e fim de 2015 e que continha informação sobre a mortalidade por causa específica ou por todas as causas.
 
O estudo incluía 74.044 mulheres com 65 anos de idade ou mais, e que possuíam um diagnóstico de cataratas. 41.735 das participantes tinham sido submetidas a intervenção cirúrgica devido às cataratas. A idade média das mulheres era de 71 anos.
 
Como resultado, a intervenção cirúrgica às cataratas foi associada a um risco 60% menor de morte por todas as causas. Adicionalmente, foi observado uma redução de 37% a 69% no risco de morte por doença pulmonar, acidental, infeciosa, neurológica e vascular, assim como por cancro.
 
O estudo apresenta algumas limitações, nomeadamente a coorte que era constituído por mulheres, sendo que os achados não podem ser generalizados para abranger pacientes do sexo masculino.

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