Cientistas desenvolvem preservativo "revolucionário"Notícias de Saúde

Sábado, 14 de Junho de 2014 | 72 Visualizações

Uma equipa de investigadores australianos acaba de conseguir financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para prosseguir com o desenvolvimento de um preservativo "revolucionário" de nova geração que "preserva e aumenta significativamente o prazer", assemelhando-se à pele humana de forma a "melhorar a utilização" e "promover a regularidade" da mesma.

Os cientistas da Universidade de Wollongong (UOW), na Austrália, estão a trabalhar na criação de um preservativo que venha substituir os tradicionais, feitos de látex, recorrendo, para o fazer, ao uso de hidrogéis como principal matéria-prima. 

O objetivo da investigação em curso é, acima de tudo, prestar auxílio a países, em particular em África e na Ásia, onde "problemas sociais, económicos e ambientais significativos derivam da falta de controlo da natalidade e da difusão de doenças sexualmente transmissíveis (as chamadas DST's)". 

De acordo com um comunicado da instituição universitária, os hidrogéis são materiais vantajosos porque "podem ser adaptados de forma a assemelhar-se à pele humana em termos de sensação, aparência e funcionamento", havendo, por exemplo, a possibilidade de serem programados para ter "lubrificação automática e administração local de fármacos" e para se biodegradarem. 

A matéria-prima destes novos preservativos é "muito segura" e já foi usada para desenvolver músculos artificiais e implantes biónicas

 

Segundo os especialistas, trata-se de uma matéria-prima "muito segura, encontrada em diversos itens de utilização diária, das lentes de contacto à alimentação" e que já tem sido usada por outras equipas da UOW "para o desenvolvimento de músculos artificiais e implantes biónicos". 

O trabalho está a ser coordenado por Robert Gorkin, que afirma que a equipa está muito entusiasmada com o apoio oferecido ao projeto pela fundação de Bill Gates e da sua mulher, Melinda. 

"[Este apoio] vai dar-nos a possibilidade de explorar novas utilizações para os nossos materiais, que podem vir a melhorar as vidas de muitos e que seria muito difícil financiar de outra forma", admite Gorkin, que acrescenta que os investigadores vão dedicar-se à compreensão das culturas e sociedades locais, um aspecto fundamental no desenvolvimento de preservativos que sejam bem acolhidos.

"Estamos a tentar dialogar com os habitantes para olhar para questões culturais e sociais que possam ser incorporadas no design de eventuais protótipos e produtos", realça o investigador.

"Além disso, estamos a ter em conta aspetos associados à manufatura, regulação e distribuição [dos preservativos], que serão fundamentais para o sucesso nas regiões que pretendemos atingir", conclui.

Veja abaixo um vídeo divulgado pela universidade sobre o desenvolvimento deste preservativo de nova geração. 

 

 

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Referência
Universidade de Wollongong (UOW), na Austrália