Cientistas criam intestino com células estaminaisNotícias de Saúde

Terça, 21 de Outubro de 2014 | 28 Visualizações

Fonte de imagem: Cincinnati Children's Hospital Medical Center

Veja abaixo o vídeo sobre o estudo do CCHMC

Investigadores de um hospital norte-americano conseguiram criar uma parte de um intestino humano a partir de células intestinais. A inovação pode trazer uma nova esperança para doentes com cancro ou doenças de Crohnm. O estudo foi publicado no site científico Nature Medicine, no passado domingo.
 
A equipa do Cincinnati Children’s Hospital Medical Center (CCHMC) transplantou com sucesso os organóides (órgãos criados em laboratório) desenvolvidos a partir de células estaminais pluripotentes e implantados em ratos de laboratório transformados geneticamente para receberem tecido humano.
 
As células estaminais pluripotentes podem transformar-se em qualquer tipo de tecido humano. Assim, a equipa mergulhou as células extraídas de uma amostra de pele e sangue num 'cocktail' molecular característico para que, quando se desenvolvessem, dessem origem a células intestinais.

"Este estudo demonstra que as células específicas do paciente podem ser usadas para desenvolver um intestino", explicou Michael Helmrath, investigador e diretor de cirurgia no Programa de Reabilitação Instestinal de Cincinnati.
 
Os organóides foram depois exertados no rim de um rato de laboratório para receberem a irrigação de sangue necessária para que as células crescerem até se tornarem tecido intestinal humano.

Este passo foi, segundo a equipa de investigação, "um grande sinal de progresso para a medicina regenerativa".
 
A equipa recorreu à cirurgia microscópica e verificou que, uma vez ligadas ao rim do rato de laboratório, as células cresciam e multiplicavam-se por conta própria.
 
A utilização do tecido gerado pelas células estaminais pluripotentes do proprio paciente é considerada uma vantagem, visto que elimina o risco de despesa com medicamentos ao longo da vida e evita a rejeição do transplante.

Clique AQUI para ler o comunicado completo.

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Referência
Nature Medicine

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