Cetamina poderá aliviar a dor da enxaquecaNotícias de Saúde

Quarta, 25 de Outubro de 2017 | 97 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

A cetamina poderá tratar a dor da enxaqueca, revelou um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Eric Schwenk, diretor de anestesia ortopédica no Hospital Universitário Thomas Jefferson, EUA, demonstrou que a cetamina, fez reduzir a intensidade da dor em quase 75% dos pacientes.
 
A cetamina um fármaco normalmente usado como analgésico e anestésico, e atualmente está a ser estudada como possível tratamento da depressão.
 
Para o estudo, a equipa procedeu à análise de dados de 61 pacientes, que sofriam de enxaqueca intratável, ou seja, de difícil tratamento, que tenha deixado de responder aos tratamentos ou ambos.
 
Os pacientes tinham sido tratados com infusões de cetamina durante três a sete dias. Foi verificado que após o tratamento, quase três quartos dos pacientes relatavam uma redução na intensidade da dor da enxaqueca.
 
No início do estudo, os participantes tinham classificado a dor que sentiam em geral com 7,5 pontos numa escala de 1 a 10. No fim do ensaio, a dor sentida pelos participantes em geral tinha descido para 3,4 pontos.
 
A classificação mais baixa relativamente à dor da enxaqueca foi relatada no quarto dia da infusão com cetamina e os efeitos adversos relatados pelos participantes eram ligeiros.
 
Devido ao facto de este estudo ser retrospetivo, a equipa não conseguiu chegar a conclusões firmes relativamente ao efeito da cetamina sobre a enxaqueca. No entanto, a equipa considera que o estudo é promissor em relação ao potencial do fármaco e poderá constituir a base para estudos futuros.
 
“A cetamina poderá ser promissora como tratamento das cefaleias da enxaqueca em pacientes que falharam outros tratamentos. O nosso estudo apoiou-se apenas no alívio a curto prazo, mas é encorajador o facto de este tratamento poder ter o potencial de ajudar pacientes no longo-termo”, comentou Eric Schwenk.

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Referência
Estudo apresentado no congresso Anesthesiology 2017; Bonton, EUA

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