Cérebro é o culpado por não conseguir deixar de fumarNotícias de Saúde

Terça, 19 de Maio de 2015 | 83 Visualizações

Uns conseguem deixar de um dia para o outro, outros levam semanas, meses ou anos. Mesmo que o desejo de parar de fumar seja grande, passar da vontade à prática é, para muitas pessoas, uma tarefa quase impossível. E já há uma explicação (leia-se, culpado).

Segundo um recente estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, a incapacidade em deixar o vício é culpa do cérebro. Em causa, explicam os mentores da investigação, está a atividade cerebral associada ao impulso e desejo por nicotina, que muda consoante a pessoa.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica Neuropsychopharmacology, e citada pela Veja, as pessoas que deixam o vício do tabaco sem grandes complicações apresentaram uma coordenação maior entre a ínsula (responsável pelos impulsos e desejos) e o sistema somatossensorial (responsável pelo tato e controlo motor) e, por isso mesmo, não caíram em tentação de voltar a fumar pois o impulso pela nicotina era, naturalmente, mais controlado.

Esta conclusão surgiu depois de terem sido analisadas as ressonâncias magnéticas feitas a 85 fumadores – de, no mínimo, dez cigarros por dia – e de, destes, 41 terem tido uma recaída e 44 não.

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