Cerca de 30% das pessoas com hepatite C não sabem que estão infetadasNotícias de Saúde

Segunda, 18 de Abril de 2016 | 57 Visualizações

Fonte de imagem: vivomaissaudavel

Apesar de geralmente ser assintomática, deve ter atenção a sinais como cansaço, lentificação psico-motora, depressão ou degradação do estado físico.

Sabia que só na Europa há 19 milhões de pessoas infetadas com hepatite C? E que com os novos medicamentos é possível curar entre 90 a 95% dos casos de hepatite C?

Lifestyle ao Minuto falou com Ana Cláudia Miranda, infeciologista, aquando do lançamento da campanha Europeia Committed to Cure – coligação de especialistas e representantes de doentes com hepatite C que tem como compromisso incentivar a criação de um futuro livre de hepatite C.

Nesta conversa com a especialista procurámos destacar alguns factos sobre esta doença e desmistificar algumas ideias erradas.

A hepatite C é uma inflamação do fígado que é provocada pelo vírus da hepatite C. Quando as pessoas são infetadas com o vírus da hepatite C, a infeção pode ser aguda ou tornar-se crónica.

hepatite C aguda ocorre quando uma pessoa foi infetada há menos de seis meses e o corpo ainda é capaz de criar anticorpos que combatem o vírus. Já a hepatite C crónica ocorre quando o vírus permanece no corpo além dos seis meses. Até 85% de todas as infeções por vírus da hepatite C tornam-se crónicas.

Se a hepatite C crónica não for tratada, como destaca a especialista, o fígado pode inflamar e formar cicatrizes que podem aumentar ao longo dos anos e dar origem a uma cirrose no fígado e cancro hepático – o que acontece em cerca de 30% dos casos, como informa Ana Miranda.

Esta é geralmente uma condição assintomática e de progressão lenta, onde o tecido do fígado saudável é gradualmente substituído por tecido fibroso.

A cirrose vai levando à deterioração do funcionamento do fígado, aumentando o risco de cancro hepático.

É por isso que é tão importante fazer um diagnóstico precoce – fácil, rápido e baratoque se consegue através de uma análise ao sangue.

As vias de transmissão são o contacto com sangue contaminado e o contacto sexual (ainda que o risco seja menor, pode ocorrer em casos de trauma ou se a relação tiver lugar durante o período menstrual).

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Referência
POR VÂNIA MARINHO