Células estaminais benéficas em pacientes de cirurgia ao ombroNotícias de Saúde

Segunda, 30 de Março de 2015 | 97 Visualizações

Um estudo recente demonstrou que a injeção de células estaminais da medula óssea de um paciente durante uma cirurgia ao ombro conseguiu a obtenção de resultados superiores à norma.

O estudo, conduzido por uma equipa de investigadores franceses, contou com a participação de 90 pacientes que foram submetidos a cirurgia ao ombro.

Os pacientes foram divididos em dois grupos de 45 pessoas cada e com características que os tornassem o mais equivalentes possível, tendo sido tidos em consideração fatores como tamanho da lesão no ombro, local da rutura do tendão, sexo e idade.

Um dos grupos de pacientes recebeu injeções de células estaminais mesenquimais (CEM) de concentrado de medula óssea (CMO) no local da cirurgia e os pacientes do outro grupo tiveram o ombro intervencionado sem CEM.

Os pacientes foram submetidos a ecografias mensais, depois da cirurgia, por um período de 24 meses. Adicionalmente, foram obtidas imagens dos ombros dos pacientes, por ressonância magnética, aos três e seis meses e um, dois e dez anos após a operação.

Seis meses após a cirurgia, os 45 pacientes que tinham recebido CEM tinham todos os tendões do ombro recuperados em comparação com 30 (67%) dos pacientes que não haviam recebido CEM. A utilização do concentrado de medula óssea evitou posteriores ruturas ou rompimentos.

Dez anos após a cirurgia 39 (87%) dos pacientes que tinham recebido CEM apresentavam os ombros intervencionados intactos, um número que desceu para os 20 (44%) nos pacientes que não tinham sido tratados com CEM.

Adicionalmente, “ocorreram algumas reaberturas de lesões ou novas lesões após um ano” avança Philippe Hernigou, médico-cirurgião de ortopedia na Universidade de Paris. Essas reaberturas de lesões estiveram mais frequentemente associadas ao grupo de controlo que não tinha recebido CEM.

“Muitos pacientes que são submetidos a cirurgia de reparação do ombro evidenciam degeneração avançada nos tendões, que se encontram mais finos e atróficos (mais sujeitos a degenerarem-se), o que provavelmente explica porque é que os resultados negativos são tantas vezes reportados em artigos, com complicações pós-operatórias frequentes, especialmente a reabertura das lesões. A observação do grupo de tratamento com CEM suportam o potencial que o tratamento com CEM apresenta benefícios de curto e de longo

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