Cataratas: os primeiros sinais de alarmeNotícias de Saúde

Terça, 14 de Julho de 2015 | 484 Visualizações

Fonte de imagem: Livescience

A identificação precoce das cataratas pode ser importante para o seu eficaz tratamento.

Chama-se catarata e é uma das principais causas de cegueira no mundo, podendo afetar apenas um ou ambos os olhos. Ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência e se torna opaco, dificultando a passagem da luz. A névoa que a partir daí se instala diminui, por sua vez, a qualidade da visão. Embora problemática, a catarata pode, no entanto, ser tratada, pelo que deve manter-se atento a pequenas alterações na visão, a fim de a identificar o mais cedo possível.

Fatores de risco

Na maioria dos casos, as cataratas surgem em pessoas com mais de 60 anos. A doença decorre, nestes casos, do envelhecimento natural do organismo. Existem, contudo, outros fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento:

  • Exposição prolongada a raios ultravioleta;
  • Radioterapia;
  • Traumatismo ocular ou outros tipos de lesões nos olhos;
  • Diabetes;
  • Elevado consumo de tabaco ou álcool.

Primeiros sinais de alarme

Os sintomas das cataratas costumam ser, numa primeira fase, quase impercetíveis. A doença provoca a diminuição da visão, mas o processo leva o seu tempo. Para a identificar precocemente, esteja atento a variações subtis na qualidade da sua visão:

  • Visão parcialmente nublada;
  • Diminuição da visão diurna em alguns casos específicos (sensação de névoa no pico de luminosidade);
  • Diminuição da visão noturna numa fase mais avançada;
  • Maior sensibilidade à luz ou ao brilho;
  • Menor capacidade de distinguir cores;
  • Observação de halos em torno das luzes;
  • Visão turva ou dupla;
  • Necessidade de mudar com frequência a graduação dos óculos.

O que fazer

Se suspeita que pode ter cataratas, deve marcar uma consulta com um médico Oftalmologista. Quando detetada numa fase inicial, a doença pode ser contrariada recorrendo a métodos relativamente simples:

  • Óculos e lentes de contacto;
  • Adoção de lupas ou lentes antirreflexo;
  • Utilização de iluminação adequada.

Enquanto a doença não prejudicar as suas rotinas diárias ou a sua atividade profissional, estes mecanismos podem servir de solução. A cirurgia às cataratas, através da qual estas são removidas e substituídas por lentes artificiais, continua, no entanto, a ser o único tratamento definitivo para a condição. Hoje em dia, aproveita-se o momento da cirurgia para proporcionar independência de utilização de óculos para longe e, por vezes, também para perto, através da utilização de Lentes Premium. Para além de se retirar a opacidade, corrige-se o problema refrativo de forma definitiva com uma só cirurgia.

Atenção!

A incidência direta e prolongada de raios solares nos olhos pode provocar cataratas. Mantenha-se protegido das radiações com óculos de sol capazes de abrigar os seus olhos dos raios ultravioletas. Evite ainda a exposição exagerada ao sol.

Partilhar esta notícia
Referência

Notícias Relacionadas