Carne vermelha associada a risco de cancro do cólon distal em mulheresNotícias de Saúde

Quarta, 04 de Abril de 2018 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: The Independent

As mulheres que seguem uma alimentação sem carne vermelha poderão apresentar um menor risco de desenvolverem cancro do cólon na região distal, a região onde são armazenadas as fezes.
 
O achado foi o resultado de um estudo de investigadores da Universidade de Leeds, Inglaterra, e da Universidade do País Basco, Espanha, que tinha como objetivo avaliar se as dietas com carne vermelha, de aves, peixe ou vegetariana estavam associadas ao risco de cancro do cólon e do reto.
 
“O impacto de diferentes tipos de carne vermelha e de padrões alimentares sobre as localizações do cancro é um dos maiores desafios que se apresentam no estudo da alimentação e do cancro colorretal”, avançou Diego Jauregui, autor principal do estudo.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com dados do Estudo de Coorte de Mulheres do Reino Unido, que incluía 32.147 mulheres oriundas de Inglaterra, Escócia e País de Gales. As participantes foram recrutadas e observadas entre 1995 e 1998 e depois monitorizadas ao longo de uma média de 17 anos.
 
Além de terem relatado os seus hábitos alimentares, foram documentados 462 casos de cancro colorretal, sendo que 335 eram casos de cancro do cólon, dos quais 119 eram de cancro do cólon distal. 
 
A equipa investigou a relação entre os quatro padrões alimentares supracitados e o cancro colorretal, e outra análise mais detalhada examinou a correlação entre a alimentação e as sub-regiões do cólon.
 
Foi observado que as mulheres que consumiam carne vermelha regularmente apresentavam maiores taxas de cancro do cólon distal, em comparação com as que não consumiam carne vermelha.
 
Janet Cade, coautora do estudo, comentou que “o nosso estudo não só ajuda a clarificar a forma como o consumo de carne vermelha pode afetar as secções do colon e reto de forma diferente, mas enfatiza a importância de um relato alimentar fiável a partir de grupos alargados de pessoas”. 

 

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Referência
Estudo publicado na revista “International Journal of Cancer”

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