Capacidades motoras e cognitivas abrandam aos 24 anosNotícias de Saúde

Sexta, 18 de Abril de 2014 | 39 Visualizações

Apesar de ser difícil de aceitar, o desempenho motor e cognitivo atinge o seu pico aos 24 anos e após esta idade começa a decair, defende um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.

De forma a tentar determinar quando é que o declínio das capacidades motoras e cognitivas tinham início e de que forma as pessoas o tentavam compensar, os investigadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, analisaram o desempenho de 3.305 jogadores do StarCraft 2, com idades compreendidas entre os 16 e os 44 anos.

Através da utilização de um modelo estatístico complexo, os investigadores tentaram descobrir o significado de toda a informação compilada sobre como os jogadores respondiam aos seus adversários, bem como o tempo que demoravam a reagir.  

O estudo apurou que a velocidade cognitiva dos jogadores com mais de 24 anos começava a abrandar. “Este declínio do desempenho cognitivo está presente mesmo nos níveis mais complexos do jogo”, referiu, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Joseph J. Thompson

Contudo, apesar de a velocidade cognitiva dos indivíduos mais velhos ter abrandado, eles compensavam-na através da adoção de estratégias simples. Foi também verificado que, comparativamente com os participantes mais novos, os mais velhos utilizavam com mais eficácia o interface do jogo, o que lhes permitia manter as suas capacidades, apesar da velocidade cognitiva ter abrandado.

Na verdade, os jogadores mais velhos utilizavam mais facilmente atalhos ou teclas de comando mais sofisticadas, para compensar o declínio da velocidade na execução de decisões em tempo real.

Estes achados sugerem que “as nossas capacidades motoras e cognitivas não permanecem estáveis ao longo da idade adulta, estão permanentemente a mudar, e diariamente o nosso desempenho é o resultado da constante interação entre a mudança e adaptação”, referiu o investigador.

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Autor
Estudo publicado na revista “PLOS ONE” / Alert Science
Referência
investigadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá,