Cancro e trombose, uma associação frequente e potencialmente fatalNotícias de Saúde

Segunda, 10 de Outubro de 2016 | 174 Visualizações

Fonte de imagem: doutissima

O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose alerta para doença que afeta um em cada cinco doentes com cancro.

A doença oncológica provoca alterações no sistema de coagulação sanguínea que favorecem a ocorrência de um romboembolismo venoso (TEV). Para além de estar associado a um aumento do risco de mortalidade (o TEV é a segunda causa de morte nos doentes com cancro), esta complicação reduz significativamente a qualidade de vida dos doentes, fazendo com que as pessoas vivam menos e pior.

No âmbito do Dia Mundial da Trombose, que se assinala no dia 13 de outubro, o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) acaba de lançar uma campanha de sensibilização que pretende “alertar e consciencializar a população para uma associação frequente e potencialmente fatal entre o cancro e a trombose, mais concretamente o tromboembolismo venoso (TEV)”, explica a Dr.ª Ana Pais, presidente do GESCAT.

No âmbito desta campanha foi já criada uma página de Facebook onde, diariamente, serão partilhadas informações sobre o cancro e o TEV.

E para envolver o público, os seguidores serão desafiados a ‘Vestir Vermelho Contra o TEV’ na próxima quinta-feira, Dia Mundial da Trombose, e a partilhar a sua fotografia nas redes sociais.

Para além das ações online, a campanha sai às ruas com a distribuição de folhetos informativos em Centros Comerciais espalhados por todo o país.

Ana Pais, médica oncologista, refere que esta é uma campanha “com foco no doente oncológico, familiares, cuidadores e comunidade em geral, mas que, em simultâneo, pretende também envolver os profissionais de saúde”.

Sublinha em comunicado enviado às redações: “Esperamos que o eco mediático desta campanha possa alcançar os decisores políticos fundamentais para que o TEV possa ser encarado como um problema de saúde pública crescente”.

E lembra ainda que “é crucial garantir que cada doente recebe o tratamento mais eficaz e adequado à sua situação clínica, recorrendo à tromboprofilaxia para promover a segurança e a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde do doente com cancro”.

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Referência
Vânia Marinho

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