Cancro do pulmão: análise sanguínea prevê eficácia de tratamentoNotícias de Saúde

Quinta, 24 de Novembro de 2016 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Convívio

Uma análise sanguínea pode prever a resposta de pacientes com cancro do pulmão das células pequenas ao tratamento, revela um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, isolaram células tumorais que se destacaram do cancro principal, denominadas células tumorais em circulação, do sangue de 31 pacientes com este tipo de cancro agressivo.

Após terem analisado estas células, os investigadores, liderados por Ged Brady, constataram que os padrões das mutações genéticas medidos antes do tratamento estavam associados ao tipo e tempo de resposta de um paciente à quimioterapia.

A obtenção de uma amostra do tumor dos pacientes com cancro de pulmão através de uma biópsia pode ser complicada, uma vez que o tumor é difícil de alcançar e as amostras são muitas vezes demasiado pequenas para conseguirem fornecer pistas úteis sobre a melhor forma de tratar os pacientes. Desta forma, as biópsias líquidas são uma alternativa às biópsias dos tecidos, fornecendo informação da doença através de uma amostra de sangue.

Os cientistas também analisaram as alterações genéticas que ocorreram em pacientes que inicialmente responderam bem ao tratamento, mas depois tiveram uma recidiva. Verificou-se que o padrão nessas células foi diferente do encontrado nos pacientes que não responderam bem à quimioterapia, o que sugere mecanismos diferentes de resistência aos medicamentos.

Caroline Dive, uma das autoras do estudo, refere que este estudo revela como as amostras de sangue podem ser utilizadas para antecipar a forma como os pacientes com cancro de pulmão podem responder aos tratamentos.

Infelizmente, existem muito poucas opções de tratamento para pacientes com cancro do pulmão das células pequenas, e nenhuma para aqueles cujo cancro é resistente à quimioterapia. Assim, a identificação das diferenças nos padrões das mutações genéticas entre os pacientes pode funcionar como ponto de partida para compreender melhor como a resistência aos fármacos se desenvolve em pacientes com esta forma agressiva de cancro do pulmão.

Emma Smith, do Instituto de Manchester de Investigação ao Cancro do Reino Unido, refere que o cancro de pulmão causa mais de uma em cada cinco mortes por cancro no Reino Unido e que, como tal, é essencial encontrar novos tratamentos eficazes para combater esta doença.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

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