Cancro do pâncreas poderá ser detetado mais precocementeNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Janeiro de 2019 | 44 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova abordagem ao rastreio do cancro do pâncreas que poderá permitir detetar a doença antes que esta atinja estádios mais avançados.
 
O cancro do pâncreas é de difícil diagnóstico pois não aparenta sintomas precoces evidentes. Consequentemente, quando é detetado, encontra-se com frequência já num estádio avançado, o que complica o tratamento e resultados do mesmo. Apenas 8,5% dos pacientes sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico.
 
A nova abordagem, que consiste na combinação de duas análises ao sangue, revelou em ensaios clínicos uma taxa de deteção de cancro do pâncreas de quase 70%.
 
“Esperamos que a nossa nova análise, quando usada em conjunto com a análise atualmente disponível, ajude os médicos a detetarem e tratarem o cancro do pâncreas em indivíduos de alto risco antes de a doença se ter espalhado”, disse Brain Haab, autor sénior do estudo, do Instituto de Investigação Van Andel (VARI nas suas iniciais em inglês), EUA.
 
Com efeito, as duas análises combinadas detetam e medem níveis de açúcares produzidos pelas células cancerígenas do pâncreas, que eventualmente passam para a corrente sanguínea.
 
A análise atual, conhecida como marcador tumoral CA-19-9, mede o açúcar produzido por um subgrupo de células diferentes daquelas que são medidas pelo novo teste, conhecido como sTRA. 
 
A análise CA-19-9 foi desenvolvida há quase 40 anos e deteta apenas 40% de casos de cancro do pâncreas. Esta análise é usada para confirmar o diagnóstico daquele tipo de cancro ou para monitorizar a progressão da doença. 
 
Quando são usadas em conjunto, as duas análises conseguem detetar subtipos de cancro do pâncreas que, de outra forma, não seriam detetados pelas análises usadas individualmente. E o facto de detetarem quase 70% de carcinomas torna-as numa opção viável para fazer o rastreio e intervenção atempada na população de maior risco.

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Referência
Estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research”

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