Cancro do cérebro em idade avançada: maior sobrevida?Notícias de Saúde

Quarta, 22 de Março de 2017 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um novo estudo indicou que o tratamento de pacientes mais velhos com cancro do cérebro através de uma combinação de quimioterapia e radioterapia parece fomentar a sobrevida dos mesmos.
 
O estudo conduzido por uma equipa internacional de investigadores do Centro de Cancro Princess Margaret, instituição afiliada com a Universidade de Toronto, Canadá, contou com a participação de 560 pacientes com glioblastoma.
 
O glioblastoma é a forma mais agressiva e maligna de cancro do cérebro em adultos. Segundo o estudo, a média de idades para o início da doença são os 65 anos.
 
Os participantes no estudo tinham idades compreendidas entre os 65 e os 79 anos. Os investigadores trataram um grupo de pacientes com radioterapia apenas. Outro grupo foi tratado com quimioterapia (com o fármaco temozolomida), seguida de um curto período de radioterapia.
 
Foi observado que os pacientes que receberam a combinação de quimioterapia e radioterapia apresentaram uma sobrevida de mais dois meses em relação aos que foram tratados com apenas radioterapia. 
 
Muitos pacientes no grupo do tratamento combinado conseguiram sobreviver quase 14 meses, que foi cerca do dobro dos pacientes que apenas receberam a radioterapia.
 
Normand Laperriere, coautor principal do estudo e oncologista de radioterapia naquele Centro de Cancro, comentou que “todos beneficiaram em graus variados”. O especialista adiantou ainda que não existe um padrão de tratamento definido para o tratamento do glioblastoma em pacientes de idade mais avançada.
 
“Para os pacientes com menos de 65 anos, o protocolo são seis semanas de radioterapia mais o fármaco, mas este regime não é bem tolerado pelos pacientes mais velhos”, continuou. 
 
Nos pacientes submetidos ao ensaio, o fármaco foi bem tolerado e não foram observadas diferenças na qualidade de vida entre os dois grupos.
 
“Esperamos que esta terapia combinada seja a estratégia de tratamento adotada em todo o mundo para os pacientes de 65 anos ou mais porque fez uma diferença significativa durante o período desta doença terrível”, concluiu o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”