Cancro da próstata: novo regime de tratamento aumenta longevidade dos pacientesNotícias de Saúde

Quarta, 08 de Fevereiro de 2017 | 48 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

A adição da terapia hormonal à radioterapia pode melhorar significativamente o tempo médio de sobrevivência dos homens com cancro da próstata com a glândula da próstata removida, dá conta um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 
Os investigadores do Cedars-Sinai, nos EUA, constataram ainda que este regime de tratamento também é capaz de reduzir a frequência com que o cancro se dissemina.
 
Mais de 30% dos pacientes com cancro da próstata têm recidivas da doença, um a quatro anos após a remoção da próstata. Quando isto ocorre, os médicos prescrevem tipicamente radioterapia. 
 
No estudo, os investigadores acompanharam 761 pacientes com cancro da próstata, oriundos dos EUA e do Canadá, ao longo de 12 anos, após terem participado num ensaio clínico do tratamento combinado, entre 1998 e 2003.
 
O estudo apurou que após 12 anos, a incidência das mortes provocadas pelo cancro da próstata foi de 5,4% para os pacientes submetidos à radioterapia e tratamento hormonal, comparativamente com  13,4% para aqueles que fizeram apenas radioterapia.
 
Os investigadores verificaram que a incidência de metástases do cancro da próstata foi de14,5% para os pacientes submetidos a ambos os tratamentos, comparativamente com aqueles que apenas receberam radioterapia. Verificou-se que os efeitos colaterais foram baixos e semelhantes em ambos os grupos de pacientes.
 
O tratamento hormonal utilizado foi concebido para suprimir as hormonas masculinas, conhecidas como andrógenos, que podem estimular o crescimento das células do cancro da próstata. Os pacientes tomaram o fármaco diariamente ao longo de dois anos.
 
Howard M. Sandler, o líder do estudo, referiu que estes resultados sugerem que o tratamento hormonal deveria ser incorporado no controlo dos pacientes que necessitam de radioterapia após cirurgia do cancro da próstata.

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Referência
Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

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