Cancro da próstata: novo guia de tratamentoNotícias de Saúde

Segunda, 12 de Março de 2018 | 21 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo modelo de risco para o cancro da próstata que poderá conduzir a um melhor guia de tratamento.
 
O novo modelo foi desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan, EUA, e poderá alterar as linhas orientadoras de tratamento para cerca de dois terços dos homens com cancro da próstata localizado.
 
Um dos grandes desafios no tratamento deste tipo de cancro é distinguir os casos de agressivos e potencialmente fatais dos casos de progressão lenta e com reduzida possibilidade de metástases.
 
O avanço da ciência permite recolher informação genética de tecido de biópsias para o diagnóstico do cancro da próstata e prognosticar com muito mais precisão os casos agressivos da doença. São efetuadas análises sobre 22 genes que fazem aumentar o risco de metástases, obtendo-se uma pontuação genómica.
 
O problema é que não tem sido possível integrar estas escalas de risco para os biomarcadores de expressão genética com as classificações dos grupos de risco tradicionais usadas para orientar os tratamentos.
 
O que a equipa deste estudo fez foi “ver se conseguíamos fundi-los para criar um sistema novo, integrado, que seja simples e fácil de usar e normalize o uso desses biomarcadores”, explicou Daniel Spratt, investigador neste estudo.
 
A equipa contou as pontuações de biomarcadores de expressão genética de quase 7.000 homens para elaborar, testar e validar um novo modelo de grupos de risco. Foram criados dois novos sistemas genómicos clínicos: um sistema simples com três níveis e outro com seis níveis. 
 
Os novos modelos de grupos de risco foram testados em relação aos convencionais para prognosticar desenvolvimento de metástases e morte por cancro da próstata. Como resultado, os novos grupos genómicos clínicos demonstraram uma maior exatidão do que os modelos tradicionais.
 
“O que o nosso novo Sistema faz não é só identificar com mais precisão os homens que têm doença indolente ou doença agressiva, mas também reclassifica quase 67% dos homens, alterando potencialmente as recomendações para o seu tratamento”, revelou Daniel Spratt.
 
Em termos práticos, isto significa que com o novo modelo, os homens com cancro da próstata de progressão lenta beneficiarão de vigilância ativa, permitindo assim adiar tratamentos dispendiosos e respetivos efeitos secundários.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Oncology”

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