Cancro da próstata: novo biomarcador indica agressividade e mau prognósticoNotícias de Saúde

Sexta, 14 de Junho de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Auckland Radiation Oncology

Uma equipa de investigadores descobriu que uma proteína segregada na matriz extracelular entre as células poderá ajudar a prognosticar a formação de metástases ósseas no cancro da próstata.
 
Conhecida como CCN3, esta proteína pode constituir um fator importante na promoção da invasão dos ossos naquele tipo de cancro, com o potencial de identificar pacientes com cancro da próstata que apresentem um risco mais elevado de maus resultados.
 
Peter Siegel, investigador que liderou o trabalho, do Centro de Investigação do Cancro Goodman, da Universidade McGill, no Canadá, confirmou que “o nosso trabalho indica que a CCN3 funciona para promover a formação de metástases ósseas no cancro da próstata e suporta o seu uso, após validação posterior, como biomarcador que prevê as metástases nos ossos”. 
 
Para a sua investigação, a equipa de Peter Siegel analisou amostras de cancro da próstata para avaliar o conteúdo de CCN3 e comparar os índices com dados clínicos dos pacientes.
 
Uma primeira série incluía amostras de 285 pacientes, que revelaram que a expressão elevada de CCN3 estava correlacionada com uma sobrevida mais curta e com o desenvolvimento de metástases ósseas num período de 10 anos. O risco de morte era também mais elevado nos pacientes com elevada expressão de CCN3.
 
Uma segunda série consistia em 1.259 amostras de cancro da próstata primário. Os resultados foram semelhantes aos obtidos nas amostras da primeira série. Os pacientes com os níveis mais elevados de expressão de CCN3 apresentavam maior propensão de desenvolverem metástases 15 anos mais tarde e de recidiva no espaço de três e cinco anos, em relação ao grupo com níveis baixos da proteína. Não foram, porém, detetadas diferenças significativas na sobrevida entre ambos os grupos.
 
“Os nossos resultados indicam que a expressão de CCN3 correlaciona-se com doenças agressivas, e correlaciona-se negativamente com a expressão do antigénio específico da próstata (PSA), um marcador da sinalização do recetor de androgénio”, concluiu Peter Siegel. 

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Referência
Estudo publicado na revista “The American Journal of Pathology”

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