Cancro da mama: suster a respiração protege o coração da radiaçãoNotícias de Saúde

Domingo, 11 de Janeiro de 2015 | 20 Visualizações

As mulheres com cancro da mama que sustêm a respiração durante os pulsos de radioterapia reduzem a quantidade de radiação a que o coração é exposto, revela um estudo publicado na revista “Practical Radiation Oncology”. 

A radioterapia é habitualmente prescrita às pacientes com cancro da mama após cirurgia. Estudos recentes têm indicado que as mulheres com cancro na mama esquerda apresentam um risco aumentado de doença cardíaca e que este risco aumenta proporcionalmente com a dose de radiação a que o coração é exposto durante o tratamento. Isto ocorre porque é difícil assegurar que as doses de radiação aplicadas sejam suficientes para atingir o tumor, mas, ao mesmo tempo, não afetem o coração.
 
Ao longo dos últimos tempos têm sido desenvolvidas várias técnicas para reduzir a exposição do coração à radiação, incluindo o posicionamento da paciente para que apenas a mama esquerda fique exposta, a radioterapia de intensidade modulada e irradiação parcial acelerada da mama.
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Thomas Jefferson, nos EUA, decidiram averiguar quão eficaz era a sustentação da respiração na proteção do coração durante a exposição à radioterapia.
 
O estudo incluiu a participação de 81 mulheres que foram acompanhadas ao longo de oito anos após o tratamento. As pacientes foram convidadas a suster a respiração ao longo do tratamento, um processo que foi repetido até a dose terapêutica ter sido atingida.
 
Os investigadores constataram que as pacientes que foram capazes de suster a respiração ao longo do tratamento apresentaram uma taxa de sobrevivência sem doença de 90%, uma taxa de sobrevivência total de 96% e uma redução média da dose de radiação no coração de 62%.
 
O estudo apurou ainda que as pacientes que conseguiram suster a respiração ao longo da radioterapia apresentaram uma taxa de apenas 1,4% de doença cardíaca isquémica após os oito anos de acompanhamento e uma taxa estimada de 3,6% após 10 anos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Practical Radiation Oncology”

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