Cancro da mama: exposição a luz noturna aumenta risco de metástasesNotícias de Saúde

Quarta, 27 de Março de 2019 | 28 Visualizações

Fonte de imagem: Discover Magazine

A exposição a luz fraca no período noturno, algo comum nos dias de hoje, poderá contribuir para a formação de metástases ósseas em pacientes com cancro da mama, anunciou um estudo.
 
O estudo, que foi o primeiro a estabelecer uma associação entre a exposição a luz fraca à noite e perturbação no ritmo circadiano, conduzindo ao aumento de metástases ósseas em cancro da mama, foi efetuado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, EUA.
 
Para a sua investigação, Muralidharan Anbalagan e equipa injetaram células humanas de cancro da mama de tipo positivo ao recetor de estrogénio em ossos da tíbia e do queixo de ratinhos fêmea. 
 
Os roedores escolhidos para o ensaio, à semelhança dos humanos, produzem um forte sinal de secreção de melatonina no período noturno. Este sinal produz, por sua vez, fortes ações anticancerígenas, além do sono.
 
Todos os ratinhos foram expostos à luz durante 12 horas do dia. Três dos ratinhos permaneceram num ambiente escuro nas restantes 12 horas do dia, o que os ajudou a produzir níveis elevados de melatonina endógena. 
 
Os restantes ratinhos foram expostos a uma luz fraca, durante as outras 12 horas, à noite. A luz equivalia a menos de uma luz de presença ou um visor de telemóvel (0,2 lux). 
 
Como consequência, os ratinhos que tinham permanecido o período noturno expostos à luz fraca apresentavam tumores muito maiores e mais danos ósseos do que os ratinhos mantidos num ambiente escuro durante a noite. 
 
Muralidharan Anbalagan, investigador no estudo, concluiu que os resultados demonstraram a importância da sinalização da melatonina circadiana noturna anticancerígena no bloqueio das metástases ósseas de cancro da mama.
 
“Isto é importante dado que muitas pacientes com cancro da mama estão provavelmente expostas a luz noturna como resultado de ausência de sono, stress, luz excessiva no quarto oriunda de dispositivos móveis e outras fontes e trabalho por turnos”, concluiu.

 

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Referência
Estudo apresentado no Congresso ENDO 2019

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