Cancro da mama associado a desequilíbrio bacterianoNotícias de Saúde

Quarta, 11 de Outubro de 2017 | 20 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um novo estudo demonstrou que o tecido com cancro da mama e o tecido saudável apresentam diferenças em termos bacterianos.
 
O microbioma influencia muitas doenças. A maioria dos estudos é efetuada no microbioma do trato digestivo. Os investigadores suspeitavam que existia um microbioma no tecido mamário, o qual influencia o cancro da mama. 
 
Uma equipa de investigadores da Clínica Cleveland, EUA, propôs-se assim perceber a composição bacteriana no cancro da mama através das diferenças microbianas entre o tecido mamário saudável e cancerígeno.
 
Para o efeito, a equipa analisou amostras de tecido de 78 pacientes que tinham sido submetidas a mastectomia devido a um carcinoma invasivo ou a cirurgia à mama com fim cosmético. Os investigadores analisaram ainda o microbioma oral e da urina das participantes de forma a determinarem a composição bacteriana daqueles locais distantes no corpo. 
 
Como resultado foi descoberto que o tecido mamário saudável apresentava um maior índice da espécie bacteriana Methylobacterium. Foi também apurado que as amostras de urina das pacientes com cancro apresentavam níveis mais elevados de bactérias gram-positivas, como Estafilococos e Actinomyces.
 
“Se conseguirmos detetar bactérias específicas pró-cancro teremos a capacidade de tornar o ambiente menos hospitaleiro para o cancro e melhorar os tratamentos existentes. São necessários maiores estudos, mas este trabalho constitui um primeiro sólido passo para melhor perceber o papel significativo dos desequilíbrios bacterianos no cancro da mama”, comentou Stephen Grobymer, investigador neste estudo. 
 
“A nossa esperança é encontrar um biomarcador que nos pudesse ajudar a diagnosticar o cancro da mama de forma rápida e fácil. Nos nossos sonhos mais inimagináveis, temos a esperança que possamos usar a microbiómica antes da formação do cancro da mama e depois preveni-lo com probióticos ou antibióticos”, confessou Charis Eng, coautora sénior deste estudo. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Oncotarget”

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