Canábis melhorou significativamente sintomas da doença de CrohnNotícias de Saúde

Quinta, 25 de Outubro de 2018 | 84 Visualizações

Fonte de imagem: Formula Swiss

O óleo de canábis demonstrou melhorar os sintomas da doença de Crohn e a qualidade de vida dos doentes de forma significativa, apurou um estudo.
 
O estudo, que consistiu num ensaio randomizado e controlado por placebo, foi conduzido por investigadores liderados por Timna Naftali da Universidade de Telavive, Israel, demonstrou ainda que, ao contrário do que os médicos achavam, a canábis não exerceu efeitos sobre a inflamação intestinal que é típica da doença.
 
Para o ensaio, a equipa recrutou 46 doentes com doença de Crohn moderadamente severa. Os participantes foram randomizados para receberam oito semanas de tratamento com óleo de canábis com 15% de canabidiol e 4% de tetrahidrocanabinol ou um placebo.
 
Antes, durante e após o tratamento, os investigadores avaliaram a severidade dos sintomas da doença e a qualidade de vida dos doentes. A inflamação intestinal foi avaliada de forma endoscópica e através de marcadores inflamatórios em amostras sanguíneas e fecais dos doentes.
 
Após as oito semanas de tratamento, o grupo que tinha recebido o óleo de canábis apresentava uma redução significativa nos sintomas da doença de Crohn em relação aos participantes do grupo de controlo. Mais, 65% dos doentes do grupo de intervenção perfaziam critérios rigorosos de remissão clínica, o que no grupo do placebo foi observado em apenas 35%.
 
Foi ainda observado que os doentes do grupo de intervenção registavam uma melhoria significativa na sua qualidade de vida em relação aos do grupo do placebo.
 
Por outro lado, para surpresa da equipa, “não observámos melhorias significativas nos índices endoscópicos ou nos marcadores inflamatórios que medimos no grupo do óleo de canábis em comparação com o grupo do placebo”, comentou Timna Naftali.
 
“Sabemos que os canabinoides têm efeitos anti-inflamatórios profundos, mas este estudo indica que a melhoria nos sintomas poderá não estar relacionada com estas propriedades anti-inflamatórias”, rematou. 

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Referência
Estudo publicado na revista “The UEG Journal”

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