Calvície: Universidade do Porto procura encontrar soluçãoNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Março de 2017 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: History

O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), da Universidade do Porto, anunciou a criação de uma parceria com uma clínica privada para desenvolver investigação destinada a encontrar solução para a calvície, noticiou a agência Lusa.
 
“Numa relação clara entre o setor clínico privado, a investigação em biologia e a investigação aplicada em bioengenharia, pretende-se desenvolver investigação em células estaminais de folículos capilares com vista à resolução da calvície”, afirma o I3s.
 
Segundo o instituo, o projeto assenta numa abordagem científico-tecnológica que seguirá duas vias complementares essenciais: “a exploração do potencial das células estaminais dos folículos capilares e o desenvolvimento de ambientes artificiais tridimensionais capazes de mimetizar o nicho estaminal do folículo, proporcionando assim o ambiente ideal para a multiplicação dessas células”.
 
“São muitos os laboratórios que procuram resolver a limitação do número de folículos saudáveis, mas no i3S podemos contribuir para resolver este problema, usando uma abordagem multidisciplinar, dado cruzarem-se várias áreas do conhecimento no nosso instituto”, sublinha o investigador do i3S Pedro Granja.
 
A alopecia, ou perda de cabelo acentuada, constitui um problema que ultrapassa a barreira das questões estéticas, causando muitos estigmas sociais e autodesvalorização pessoal.
 
A forma corrente de tratar este fenómeno baseia-se na via farmacológica. Porém, em fases adiantadas, “o transplante capilar revela-se a única alternativa para a recuperação do bem-estar psicossocial dos indivíduos vítimas dessa condição”, salientam os investigadores.
 
“Os avanços tecnológicos são notórios, nomeadamente na robotização do transplante, embora o número de folículos de boa qualidade disponíveis seja um dos fatores limitativos. Os recentes avanços na medicina regenerativa podem ser a chave para resolver a disponibilidade de folículos capilares em número e qualidade suficiente para responder às necessidades. É precisamente isso que se pretende com este projeto de parceria”, acrescentam.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 50% da população masculina sofrerá de calvície até aos 50 anos. Existem também estudos que associam a queda de cabelo acentuada a complicações psicológicas, nomeadamente ansiedade e depressão.

 

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