Cafeína no sangue pode ajudar a diagnosticar ParkinsonNotícias de Saúde

Terça, 09 de Janeiro de 2018 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: Shape Magazine

Testar o nível de cafeína no sangue poderá constituir uma forma simples para ajudar no diagnóstico da doença de Parkinson, indicou um estudo japonês.
 
Segundo os investigadores do estudo, investigações anteriores tinham sugerido existir uma ligação entre a cafeína e um menor risco de se desenvolver a doença de Parkinson. No entanto, não se sabia como é que o composto é metabolizado em pessoas com a doença. 
 
O estudo que foi conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Juntendo, Tóquio, Japão, revelou que as pessoas com Parkinson apresentavam níveis significativamente mais baixos no sangue do que as que consumiam a mesma quantidade de cafeína.
 
Para o estudo foram recrutadas 108 pessoas que tinham Parkinson desde há aproximadamente seis anos, e 31 pessoas que não tinham a doença. Ambos os grupos de participantes consumiam mais ou menos a mesma quantidade de cafeína, repartida em cerca de duas chávenas de café por dia. 
 
Os participantes foram submetidos a análises ao sangue para medir os índices de cafeína e de 11 subprodutos produzidos pelo organismo quando metaboliza a cafeína. Adicionalmente, os voluntários fizeram ainda exames para detetar mutações genéticas que pudessem afetar a metabolização da cafeína.  
 
Foi verificado que os pacientes com Parkinson apresentavam níveis de cafeína no sangue significativamente inferiores em relação aos pacientes saudáveis e nove dos 11 subprodutos da cafeína testados. 
 
Os níveis de cafeína no sangue dos pacientes com Parkinson eram em média de 24 picomoles por cada 10 microlitros, contra 79 picomoles por 10 microlitros nos participantes saudáveis. 
 
Em termos estatísticos, os investigadores descobriram que as análises feitas podiam ser usadas de forma fidedigna para identificar a doença de Alzheimer, tendo verificado um nível de exatidão de 0,98 em 1.
 
Relativamente à análise genética, não se verificaram diferenças nos genes relacionados com a cafeína entre os dois grupos.
 
Se estes resultados forem comprovados, poderão ser muito promissores para testar a doença de Parkinson num estado inicial, e assim iniciar os tratamentos mais cedo para a obtenção de melhores resultados, algo que é atualmente difícil.

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”

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