Cabozantinib promissor no cancro diferenciado da tiroideNotícias de Saúde

Domingo, 18 de Fevereiro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Immuno-Oncolog

O fármaco cabozantinib poderá constituir um potencial tratamento para os pacientes com cancro da tiroide com metástases e resistente ao iodo radioativo, indicou um estudo recente.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, EUA, demonstrou que o cabozantinib, um fármaco inibidor de quinases, conseguiu fazer reduzir os tumores em 97% de pacientes, sendo que mais de metade apresentaram uma diminuição de mais de 30%.

A maioria dos casos de tiroide diferenciada é tratada com terapia de iodo radioativo. Como a tiroide absorve quase todo o iodo no organismo, este tipo de tratamento irá concentrar-se nas células cancerígenas da tiroide do paciente, exterminando-as quase sem afetar o resto do organismo.

Apesar de a terapia de iodo radioativo poder curar o cancro da tiroide, cerca de 15% dos pacientes apresentam resistência ao tratamento. Apesar de haver dois tratamentos aprovados com inibidores de quinases, que são fármacos que bloqueiam as enzimas essenciais para a função das células cancerígenas, os mesmos não são duráveis e requerem opções terapêuticas adicionais.

Para o estudo, a equipa liderada por Marcia Brose, conduziu a fase II de um ensaio em que foram recrutados 35 pacientes com cancro da tiroide com metástases, resistente a iodo radioativo, o qual iniciou em março de 2014.

Como resultado, foi observado que 34 dos 35 voluntários apresentaram uma redução nos tumores, e 19 em 35 pacientes conseguiram uma resposta parcial, ou seja, uma redução de mais de 30%. O tempo médio do estudo foi de 35 semanas, sendo que 16 pacientes continuam como participantes do estudo.

Os principais efeitos adversos do tratamento foram hiperglicemia (80% dos pacientes), diarreia (77%), fadiga (74%) e perda de peso (71%)

“Estes resultados indicam que o cabozantinib poderá oferecer uma opção adicional de tratamento a estes pacientes, a qual irá reduzir os tumores e proporcionar um período adicional sem progresso aos pacientes”, esclareceu Marcia Brose.

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Referência
Estudo apresentado no Multidisciplinary Head and Neck Cancers Symposium, EUA