Brócolos podem ajudar a combater o cancro colorretalNotícias de Saúde

Quarta, 17 de Janeiro de 2018 | 41 Visualizações

Fonte de imagem: WSJ

Um novo estudo demonstrou que uma mistura de bactérias e de hortaliças poderá ser poderosa contra as células do cancro colorretal.
 
Para o estudo, conduzido por investigadores liderados por Chun-Loong Ho, da Faculdade de Medicina Yong Loo Lin da Universidade Nacional da Singapura, foi manipulada geneticamente uma forma da bactéria intestinal, conhecida como Escherichia coli (E. coli) Nissle.
 
Os investigadores manipularam a bactéria, através de técnicas genéticas, tendo-a transformado num probiótico que aderiu à superfície das células de cancro colorretal e segregou uma enzima para converter uma substância presente nos vegetais crucíferos (como os brócolos e a couve) num potente agente anticancerígeno.
 
A equipa tinha como objetivo que as células cancerígenas adjacentes entrassem em contacto com o agente anticancerígeno e morressem. As células normais não têm a capacidade de fazerem aquela conversão e não são afetadas pela toxina. Desta forma. Portanto, este sistema deverá apenas atuar sobre as células cancerígenas colorretais.
 
Em ensaios conduzidos sobre uma placa de Petri, foi observado que a mistura de probiótico e de extrato de brócolo ou água com a substância alimentar, foi extremamente eficaz contra células cancerígenas colorretais, tendo exterminado 95% das mesmas.
 
Adicionalmente, quando os investigadores experimentaram o agente anticancerígeno desenvolvido em células de outros tipos de cancro, como o da mama e do estômago, não foi observado qualquer efeito. 
 
Em ratinhos, foi verificado que a combinação fatal contra o cancro colorretal foi eficaz na redução do número de tumores em 75%. Os tumores dos ratinhos tratados com o composto foram também três vezes menores do que os de ratinhos não alimentados com o composto.
 
Os investigadores concluíram que a mistura de probiótico e de extrato vegetal desenvolvida funciona de duas formas: como prevenção do desenvolvimento do cancro colorretal e como agente exterminador das células cancerígenas remanescentes após a remoção dos tumores por via cirúrgica. 

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Referência
Estudo publicado na “Nature Biomedical Engineering”

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