Bombeamento cardíaco não é indicador de taxa de sobrevivência de insuficiência cardíacaNotícias de Saúde

Sábado, 18 de Novembro de 2017 | 413 Visualizações

Fonte de imagem: New Statesman

Um novo estudo indicou que afinal a função de bombeamento cardíaco, conhecida como fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), não é um indicador dos resultados a longo prazo de pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, o estudo teve por base dados recolhidos de um programa intitulado Aderir às Diretrizes da Insuficiência Cardíaca (“Get With The Guidelines-Heart Failure”, na sua versão em inglês) da Associação Americana do Coração e de vários serviços de saúde norte-americanos.
 
No total foram analisados dados de 39.982 pacientes que tinham sido hospitalizados por insuficiência cardíaca entre 2005 e 2009 em 254 hospitais do país. Os pacientes foram divididos em três grupos distintos de acordo com a fração de ejeção: fração de ejeção reduzida, limítrofe e normal.
 
Foi apurado que os pacientes de todas as idades com insuficiência cardíaca, e com todos os níveis de fração de ejeção, que participaram no estudo, apresentavam taxas de sobrevivência significativamente menores, cinco anos mais tarde, e um maior risco de voltarem a ser hospitalizados em comparação com indivíduos sem insuficiência cardíaca.
 
Estes achados destacam a natureza grave dos diagnósticos de insuficiência cardíaca e o risco de longo-termo associado, independentemente da função de bombeamento cardíaco estimada. 
 
Os investigadores concluíram assim que os cardiologistas necessitam de identificar novas estratégias para melhorar os tratamentos dos pacientes com insuficiência cardíaca, antecipar os resultados, bem como procurar prevenir, antes de mais, que a doença se desenvolva.
 
A próxima etapa da investigação será apurar as causas específicas da morte nos diferentes grupos analisados e determinar potenciais estratégias de tratamento para melhorar os resultados nos pacientes com insuficiência cardíaca.
 
A insuficiência cardíaca ocorre quando o músculo cardíaco é enfraquecido e não consegue bombear sangue suficiente para as necessidades do organismo. A fração de ejeção é medida através de ecografia. Os médicos costumam usar a fração de ejeção para orientar o tratamento dos pacientes com insuficiência cardíaca e fazer a estimativa da sobrevivência e hospitalizações subsequentes.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American College of Cardiology”

Notícias Relacionadas