“Bom” colesterol muito elevado pode ser mauNotícias de Saúde

Sexta, 05 de Outubro de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: YouTube

Um estudo apurou que o colesterol HDL, o chamado “bom “colesterol, poderá afinal não ser tão bom quando existe em níveis muito elevados no sangue.
 
Conduzido por Marc Allard-Ratick e equipa, da Faculdade de Medicina da Universidade Emory, Atlanta, EUA, o estudo foi recentemente apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia que decorreu em Munique, Alemanha. 
 
“Poderá ser altura de alterarmos a forma como vemos o colesterol HDL. Tradicionalmente, os médicos diziam aos pacientes que quanto mais elevado é o nosso “bom” colesterol, melhor. No entanto, os resultados deste estudo e de outros sugerem que isto poderá não se verificar mais”, comentou o autor do estudo.
 
Este tipo de colesterol é apelidado de “bom” pois a molécula HDL contribui para o transporte do colesterol do sangue e paredes dos vasos sanguíneos para o fígado e depois para fora do corpo, reduzindo assim o risco de obstrução das artérias e aterosclerose. Os níveis reduzidos de colesterol HDL fazem aumentar o risco de aterosclerose e de doenças cardiovasculares.
 
No entanto, tem havido dúvidas sobre o efeito protetor de níveis muito elevados de colesterol HDL.
 
Para clarificar aquela dúvida, a equipa de investigadores analisou a relação entre os níveis de colesterol HDL e o risco de ataque cardíaco em 5.965 pacientes, com uma mediana de idades de 63 anos, e cuja maioria tinha uma doença cardiovascular. Os participantes foram divididos em cinco grupos, segundo os níveis de colesterol HDL e seguidos durante uma média de quatro anos.
 
Durante o período de acompanhamento, foram registados 769 (13%) ataques cardíacos ou mortes por doença cardiovascular. 
 
Foi observado que os participantes com 41-60 mg/dl (1.1-1.5 mmol/L) de colesterol HDL apresentavam o risco menor de doença ou morte cardiovascular. O risco era maior nos participantes com níveis reduzidos (menos de 41 mg/dl) ou muito elevados (mais de 60 mg/dl) de colesterol HDL, resultados estes que produziram uma curva em U em termos gráficos.
 
Com efeito, os participantes com níveis de colesterol superiores a 60 mg/dl tinham um risco quase 50% maior de doença ou morte cardiovascular, o que questiona a teoria que considera os níveis muito elevados de “bom” colesterol como benéficos.

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Referência
Estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia

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