Boa forma cardiorrespiratória poderá beneficiar o microbioma intestinalNotícias de Saúde

Segunda, 16 de Julho de 2018 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Bioma4Me

Uma equipa de investigadores descobriu mais uma razão para praticarmos exercício físico, para além dos benefícios cardiovasculares e de manutenção de um peso saudável.
 
Com efeito, a manutenção de uma boa forma cardiorrespiratória poderá beneficiar o microbioma intestinal, observou a equipa de investigadores liderada por Ryan Durk, da Universidade do Estado de São Francisco, EUA.
 
A investigação teve como objetivo analisar a relação entre a saúde intestinal e a forma cardiovascular, tendo a equipa contado com a participação de 20 homens e 17 mulheres, na maioria das residências de estudantes daquela universidade norte-americana.
 
Os investigadores testaram a forma cardiovascular dos participantes num tapete rolante, assim como a composição corporal (o índice de massa gorda e de massa magra) dos mesmos. Foi igualmente pedido aos participantes que mantivessem o registo da sua alimentação durante sete dias e que recolhessem amostras fecais no fim desse período. 
 
Num laboratório que trabalhou em parceria com a universidade foi posteriormente recolhido ADN das amostras fecais para analisar a sua composição bacteriana. Os investigadores estavam a analisar a proporção de bactérias conhecidas como firmicutes para outro grupo de bactérias conhecido como bacteroidetes, as quais são usadas para medir a saúde e composição intestinal.
 
Os resultados revelaram que os participantes que apresentavam uma maior forma cardiovascular possuíam uma maior proporção de firmicutes para bacteroidetes. Apesar de a maioria das bactérias gastrointestinais serem benéficas, os firmicutes estão associados a derivados metabólicos que ajudam a evitar que as bactérias presentes nos intestinos passem para o resto do organismo.
 
“Estes derivados metabólicos ajudam a fortalecer o revestimento intestinal e ajudam a prevenir a síndrome do intestino gotejante”, explicou Ryan Durk. O investigador concluiu assim que os resultados deste estudo reforçam a ideia de se praticar “exercício como uma forma de medicação”.

Partilhar esta notícia
Referência