Bebidas energéticas poderão aumentar risco cardiovascularNotícias de Saúde

Terça, 04 de Junho de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: National Center for Complementary and Integrative Health

O consumo do equivalente a cerca de três latas de bebidas energéticas em pouco tempo poderá aumentar a tensão arterial e o risco de perturbações elétricas no coração, podendo afetar o ritmo cardíaco, indicou um novo estudo.
 
Para o estudo, que foi efetuado por uma equipa de investigadores da Faculdade de Farmácia e de Ciências da Saúde da Universidade do Pacífico, Califórnia, EUA, foram recrutados 34 voluntários saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos.
 
Os participantes receberam, aleatoriamente, cerca de 950 mililitros de uma entre duas bebidas energéticas com cafeína disponíveis no mercado, ou uma bebida placebo, em três dias diferentes. As bebidas foram consumidas num período de 60 minutos, mas com uma rapidez não superior a uma garrafa de cerca de 475 mililitros em 30 minutos.
 
A atividade elétrica dos corações dos voluntários foi medida através de eletrocardiograma, que regista os batimentos cardíacos. Os investigadores mediram ainda a tensão arterial dos participantes. Todas as medições foram efetuadas no início do estudo e a cada 30 minutos, durante quatro horas após o consumo das bebidas.
 
Ambas as bebidas energéticas usadas no ensaio continham entre 304 e 320 miligramas de cafeína por cada cerca de 950 mililitros. A cafeína em doses inferiores a 400 miligramas não deverá causar quaisquer alterações eletrocardiográficas. As bebidas energéticas continham ainda taurina, vitaminas do complexo B e glucoronolactona (encontrada em plantas e tecidos conjuntivos).
 
Como resultado, nos participantes que consumiram as bebidas energéticas o intervalo QT era 6 milissegundos ou 7,7 milissegundos superior, quatro horas mais tarde, em relação aos participantes que tinham consumido os placebos. 
 
O Intervalo QT é a medição do tempo que leva aos ventrículos cardíacos a prepararem-se para gerarem um novo batimento. Se esse intervalo for demasiado curto ou longo, o coração pode bater de forma anormal, resultando numa arritmia que pode ser fatal. 
 
Os participantes que consumiram as bebidas energéticas revelaram ainda uma subida estatisticamente relevante de 4 a 5 mm Hg na tensão arterial sistólica e diastólica.
 
Segundo os autores do estudo, as alterações detetadas não podem ser atribuídas à cafeína, sendo urgente descobrir o que terá causado as mesmas.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of the American Heart Association”

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