Beber em moderação afinal poderá encurtar a longevidadeNotícias de Saúde

Quarta, 18 de Abril de 2018 | 21 Visualizações

Fonte de imagem: Livestrong

Um novo estudo indicou que o consumo considerado moderado de bebidas alcoólicas poderá encurtar a longevidade em anos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Angela Wood, docente na Universidade de Cambridge, Inglaterra, o estudo associou o consumo superior a 12,5 unidades de álcool por semana, a um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, aneurisma fatal e morte.
 
12,5 unidades de álcool correspondem a 100 gramas de álcool puro ou a cinco copos de 175 mililitros de vinho com 13º de volume.
 
Os achados deste estudo vêm, deste modo, questionar o facto de se considerar que beber álcool em moderação é benéfico para a saúde cardiovascular. 
 
Para o estudo, os investigadores compararam, a partir de 83 prospetivos, os hábitos de consumo de bebidas alcoólicas de 599.912 consumidores atuais, oriundos de 19 países. A equipa teve em consideração fatores como a idade, habilitações literárias, ocupação, hábito de fumar e historial de diabetes.
 
Foi apurado que o consumo de álcool acima do equivalente a cinco copos de vinho por semana estava associado a uma menor esperança de vida, nomeadamente: o consumo do equivalente a 10 ou mais copos de vinho por semana foi associado a menos um a dois anos de esperança de vida e o consumo do equivalente a 18 a uma redução de quatro a cinco anos.
 
Relativamente ao consumo de álcool e a incidência de doenças cardiovasculares, foi identificada uma associação entre aquele tipo de bebidas e um maior risco de AVC, insuficiência cardíaca, aneurisma da aorta fatal, doença hipertensiva fatal e insuficiência cardíaca.
 
Contudo, e a contrastar, o consumo de álcool foi associado a um risco ligeiramente inferior de ataque do coração não fatal.
 
“A mensagem-chave desta investigação é, que se já consome álcool, beber menos poderá ajudá-lo a viver mais tempo e a reduzir o seu risco de várias doenças cardiovasculares”, concluiu Angela Wood.

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Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet”

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