Bactérias orais nos bebés podem prever obesidadeNotícias de Saúde

Terça, 25 de Setembro de 2018 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Framepool & RightSmith Sto

O aumento de peso durante os primeiros anos da infância está relacionado com a composição das bactérias orais, ou microbioma oral, aos dois anos de idade, indicou um estudo
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Ian Paul da Universidade de Penn State, EUA, o estudo contou com a participação de 226 crianças do estado da Pensilvânia, com o intuito de estudar as potenciais associações diretas entre o microbioma oral e o aumento de peso infantil.
 
Em vez de verificarem se uma criança apresentava excesso de peso aos dois anos de idade, os investigadores usaram curvas de crescimento relativas aos dois primeiros anos dos pequenos participantes para terem uma visão mais completa sobre o crescimento da criança. 
 
A equipa descobriu que o microbioma oral das crianças que tinham ganhado peso rapidamente (um forte fator de risco para a obesidade infantil) era menos diversificado, ou seja, apresentava menos grupos de bactérias. 
 
Foi ainda observado que aquele grupo de crianças apresentava ainda um rácio maior de Firmicutes para Bacteroidetes, que são dois dos grupos de bactéria mais comuns do microbioma humano. 
 
Uma menor diversidade bacteriana e um rácio mais elevado entre Firmicutes e Bacteroidetes no microbioma intestinal é por vezes observada em adultos e adolescentes obesos. No entanto, nas crianças de dois anos, tal relação não foi verificada, o que sugere que o microbioma intestinal poderá não se encontrar totalmente estabelecido aos dois anos de idade e poderá ainda ser submetido a muitas alterações. 
 
“Os nossos resultados sugerem que as assinaturas de obesidade poderão ser estabelecidas mais cedo no microbioma oral do que no microbioma intestinal. Se conseguirmos confirmar isto noutros grupos de crianças fora da Pensilvânia, poderemos conseguir desenvolver um teste do microbioma oral que poderá ser usado nos cuidados clínicos para identificar crianças em risco de desenvolverem obesidade”, concluiu Kateryna Makova, autora sénior do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

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