Bactérias intestinais poderão originar a síndrome da fadiga crónica?Notícias de Saúde

Quarta, 03 de Maio de 2017 | 868 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um estudo indicou que existem diferenças entre as bactérias intestinais das pessoas com a síndrome da fadiga crónica e as pessoas saudáveis.
 
O estudo foi levado a cabo por uma equipa de investigadores do Centro da Infeção e Imunidade, pertencente à Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, EUA, e é o primeiro a associar anormalidades na composição das bactérias intestinais, ou microbioma, à fadiga crónica.
 
W. Ian Lipkin, autor principal do estudo adianta, no entanto, que “não é claro se essas diferenças são meramente um sinal de síndrome da fadiga crónica ou uma causa subjacente”.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores contou com a participação de 50 pacientes que sofriam da síndrome de fadiga crónica e 50 pessoas saudáveis, na maioria mulheres e com uma idade média de 51 anos.
 
Foram retiradas amostras fecais dos participantes, as quais foram analisadas para identificar os tipos e quantidade de bactérias presentes. A equipa recolheu ainda amostras sanguíneas.
 
A equipa descobriu que os pacientes com síndrome de fatiga crónica apresentavam bactérias intestinais diferentes das dos participantes saudáveis, com quantidades elevadas de inúmeras espécies bacterianas. Foi igualmente observado que a composição bacteriana se alterava de acordo com a severidade da doença. 
 
O autor principal do estudo comenta sobre os achados que “este estudo é um passo inicial, mas importante para determinar a composição de um microbioma saudável”. 
 
Os investigadores consideram que os achados deste estudo poderão ajudar no diagnóstico e originar novos tratamentos para os subtipos da síndrome da fadiga crónica. “Prevemos que os médicos tenham a capacidade de fazer recomendações específicas que influenciem a composição dos nossos microbioma e reduzir alguns dos sintomas [da síndrome da fadiga crónica]”.
 
Atualmente, não existem tratamentos aprovados para a síndrome da fadiga crónica nos EUA.

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Referência
Estudo publicado na “Microbiome”