Bactéria pode impedir infeções nos ouvidos e pneumoniaNotícias de Saúde

Sexta, 08 de Janeiro de 2016 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: alef

Investigadores americanos demonstraram que uma bactéria inofensiva encontrada no nariz e na pele pode afetar negativamente o crescimento de um agente patogénico que causa habitualmente infeções nos ouvidos nas crianças e pneumonia nas crianças e nos idosos, revela um estudo publicado na revista “mBio”.
 
O estudo realizado pelos investigadores do Instituto Forsyth e da Universidade de Vanderbilt, ambos nos EUA, demonstrou, pela primeira vez, que a Corynebacterium accolens (C. accolens), uma espécie bacteriana inofensiva que habitualmente coloniza o nariz, pode ajudar a inibir o Streptococcus pneumoniae (S. pneumoniae) – a principal causa de pneumonia, meningite, infeções de ouvidos e sinusite.
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o S. pneumoniae conduz a mais de 1 milhão de mortes anualmente, principalmente em crianças pequenas oriundas dos países em desenvolvimento. Apesar de a maioria das pessoas que hospedam o S. pneumoniae não desenvolverem infeções, a colonização aumenta consideravelmente o risco de, e é um pré-requisito para a, infeção e transmissão.
 
No estudo, os investigadores liderados por Katherine P. Lemon demonstraram que a C. accolens encontra-se em níveis aumentados no nariz das crianças que não estão colonizadas pelo S. pneumoniae, uma bactéria que se encontra habitualmente no nariz das crianças e pode causar infeção.
 
Através de testes laboratoriais, os investigadores constataram que a C. accolens, modifica o habitat o que conduz à inibição do crescimento através da libertação de ácidos gordos livres antibacterianos dos triglicerídeos presentes na superfície da pele do hospedeiro.
 
Na opinião dos investigadores, este estudo ajuda a clarificar as ligações importantes entre as diversas bactérias e o nosso microbioma. Adicionalmente estes resultados abrem caminho para investigações futuras com o intuito de determinar se a C. accolens poderá desempenhar um papel de bactéria benéfica que poderia ser utilizada para controlar a colonização de agentes patogénicos.

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Referência
Estudo publicado na revista “mBio”

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