Azitromicina pode reduzir insucesso no tratamento de exacerbações graves de DPOCNotícias de Saúde

Quarta, 08 de Maio de 2019 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Levin Simes Abrams

O uso do antibiótico azitromicina poderá reduzir o insucesso do tratamento de exacerbações agudas da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) que requerem hospitalização, apurou uma equipa de investigadores.
 
Num ensaio clínico controlado, conduzido pelos investigadores da Universidade Católica de Leuven, Bélgica, foi observado que acrescentar uma dose reduzida de azitromicina aos medicamentos prescritos a pacientes hospitalizados, e tomar uma dose baixa durante três meses após a hospitalização, é mais eficaz do que o tratamento convencional isolado.
 
Os investigadores procuraram testar se o tratamento de pacientes em maior risco com azitromicina durante um período limitado de tempo, em vez do uso do fármaco de forma alargada como tratamento preventivo para exacerbações de DPOC, seria benéfico para os pacientes.
 
Para o efeito, Wim Janssens, autor sénior do estudo, e colegas recrutaram 301 pacientes em 20 hospitais na Bélgica. Além dos medicamentos normalmente prescritos para tratar exacerbações, metade dos pacientes recebeu azitromicina e a outra metade um placebo.
 
O grupo da azitromicina recebeu 500 mg por dia do antibiótico durante três dias no decorrer da hospitalização e depois da alta recebeu uma dose de 250 mg, duas vezes por semana, durante três meses.
 
Como resultado, os índices de insucesso no tratamento foram de 49% no grupo da azitromicina, contra 60% no grupo do placebo. Os que receberam o antibiótico tiveram uma redução de 24% nos dias de hospitalização e 74% menos dias nos cuidados intensivos do que os que tomaram o placebo. A mortalidade no grupo da azitromicina foi de 2% contra 4% no grupo do placebo.
 
Estes benefícios foram mais pronunciados nos não-fumadores. Os fumadores atuais tiveram pouco ou nenhum benefício com a toma da azitromicina. 
 
Seis meses depois os benefícios clínicos do antibiótico tinham desaparecido. 

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Referência
Estudo publicado na revista “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”