AVC: detetadas bactérias orais em êmbolos cerebraisNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Maio de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Medium

Uma equipa de investigadores descobriu ADN de agentes patogénicos orais em êmbolos cerebrais de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC).
 
O achado foi da equipa da Universidade de Tampere, na Finlândia, e está inserido numa investigação com o objetivo de apurar os efeitos de infeções bacterianas sobre o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
A mesma equipa tinha já descoberto bactérias causadoras de infeções odontogénicas em estenoses arteriais coronárias de pacientes que tinham morrido repentinamente, nas aspirações de trombos e sangue arterial de pacientes com enfarte do miocárdio, em ruturas de aneurismas cerebrais e aspirações de trombos de pacientes com trombose arterial dos membros inferiores e venosa.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram as aspirações de trombos removidas de 75 pacientes com AVC, como parte de um tratamento de urgência. 
 
As amostras de trombos recolhidas foram analisadas através da duplicação do ADN bacteriano. Como resultado, a equipa detetou ADN de bactérias orais em 79% das amostras analisadas.
 
87% dos AVC são causados por trombose das artérias cerebrais. A maioria dos trombos têm origem em estenoses na artéria carótida, deslocando-se e bloqueando a circulação cerebral.
 
Os resultados demonstraram uma quantidade elevada de ADN de bactéria streptococcus viridans (que é normal na cavidade oral) em trombos cerebrais em relação a amostras de sangue normais dos mesmos pacientes. 
 
A streptococcus viridans é inofensiva na cavidade oral. Contudo, se entrar na circulação sanguínea pode causar vários problemas como infeções nas válvulas cardíacas. A bactéria streptococcus tem a capacidade de se ligar diretamente a vários recetores de plaquetas, tornando o paciente mais suscetível a coágulos sanguíneos.
 
Este estudo demonstra que a saúde e higiene oral são muito mais importantes para a saúde do que se pensava e que as infeções orais não tratadas podem causar problemas graves para a saúde e mesmo a morte.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of American Heart Association”

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