Avaliar o impacto do ambiente nas crianças através do estudo de gémeosNotícias de Saúde

Quarta, 07 de Março de 2018 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Discover Magazine

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) está a desenvolver um projeto com gémeos para avaliar o impacto do ambiente e dos fatores externos no desenvolvimento das crianças e na ocorrência de doenças, noticiou a agência Lusa.
 
O projeto BiTwin está a criar "a primeira ‘coorte' de gémeos em Portugal e uma das primeiras a nível mundial, com o objetivo de estudar a influência do expossoma - conceito que descreve todas as influências ambientais a que se está exposto ao longo da vida - sobre a saúde”, disse Cláudia Ribeiro, investigadora no projeto.
 
"Atualmente, um dos problemas mais relevantes no âmbito da saúde pública centra-se em conhecer como as exposições a que estamos sujeitos diariamente condicionam a saúde humana", indicou.
 
Tais influências incluem a exposição ao meio ambiente, a alimentação, os estilos de vida, as interações sociais, os processos endógenos que começam logo no momento da gestação (no útero) e até a saúde dos pais no momento da conceção.
 
De acordo com Cláudia Ribeiro, devido ao facto de os gémeos partilharem o ambiente intrauterino e, alguns, o código genético, será possível verificar quais eventos da vida estão relacionados com as exposições ambientais posteriores ao nascimento e o que é explicado pela genética.
 
"Uma vez que os gémeos, quando verdadeiros (monozigóticos), têm essencialmente a mesma informação genética, as diferenças observadas entre eles ao longo do tempo só podem ser explicadas devido a fatores ambientais", explicou.
 
Segundo acrescentou, os gémeos falsos (dizigóticos) serão uma mais-valia, visto que, apesar de terem um código genético diferente, quando comparados com os gémeos monozigóticos, permitem perceber a importância da hereditariedade.
 
No projeto são igualmente incluídos recém-nascidos não gémeos, para ajudar a compreender o impacto do período intrauterino no desenvolvimento das crianças.
 
O projeto, que arrancou em fevereiro de 2017 no Centro Hospitalar de São João e que está atualmente a decorrer também no Centro Materno Infantil do Norte, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e no Hospital Pedro Hispano, pretende acompanhar as crianças ao longo da vida.

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Referência
Estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

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