Autismo: fármaco aumenta memória de trabalhoNotícias de Saúde

Quarta, 24 de Abril de 2013 | 64 Visualizações

Os indivíduos com perturbação do espectro do autismo apresentam muitas vezes dificuldades de comunicação e interação com os outros, pois processam a linguagem, as expressões faciais e sinais sociais de forma distinta. Estudos anteriores revelaram que a toma de propranolol poderia aumentar as capacidades de linguagem e a interação social destes pacientes.

Agora este novo estudo sugere que o mesmo fármaco poderá ajudar na memória de trabalho, ou seja, na capacidade de os indivíduos manterem e manipularem uma pequena quantidade de informação num curto período. Esta capacidade ajuda as pessoas a lembrarem-se das direções, a construir puzzles e a acompanhar conversas.

A visualização de um tigre pode provocar uma resposta de luta ou fuga. A submissão a um exame também poderá provocar a mesma resposta. Um dos investigadores do estudo, David Beversdorf, refere que o propranolol diminui este tipo de respostas, o que explica a redução da ansiedade sentida pelos indivíduos que tomam este fármaco.

O estudo apurou que a toma de propranolol aumentou a memória de trabalho em cerca de 14 adultos com autismo, mas não teve qualquer efeito num grupo de 13 indivíduos que não sofriam desta doença.

Os investigadores não aconselham os médicos a prescreveram o propranolol unicamente para melhorar a memória de trabalho dos indivíduos com autismo, mas este fármaco pode ser benéfico para os pacientes que já o tomam.

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Referência
Estudo realizado pelos investigadores da University of Missouri

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