Aumento de risco de cancro com a idade pode depender do sistema imunitárioNotícias de Saúde

Sábado, 10 de Fevereiro de 2018 | 55 Visualizações

Fonte de imagem: Balance 7

Um novo estudo sugere que a chave para a prevenção do cancro poderá residir no sistema imunitário e não nas mutações genéticas.

Este estudo, de grandes dimensões, foi conduzido por uma equipa de investigadores na Universidade de Dundee, Escócia, e poderá explicar a razão pela qual os homens são mais propensos a desenvolverem cancro do que as mulheres.

Sabe-se desde há longa data que o cancro pode ser causado por mutações devidas a uma predisposição genética, ao estilo de vida ou a fatores ambientais. A aceção tradicional sobre o aumento da incidência do cancro com a idade pode ser percebida e quantificada se ocorrerem múltiplas mutações numa célula para que a doença se inicie.

Este novo estudo veio, no entanto, sugerir que o envelhecimento do sistema imunitário poderá constituir uma razão bem mais forte para o aumento da incidência da doença com a idade do que a aceção das mutações múltiplas.

Para chegar a esta conclusão, a equipa analisou dados sobre dois milhões de casos de cancro em indivíduos dos 18 aos 70 anos de idade. Seguidamente desenvolveram uma equação matemática para calcular o aumento da incidência do cancro em relação ao declínio do sistema imunitário e comparou-o com perfis etários em 100 tipos de cancro.

O modelo desenvolvido revelou-se mais exato do que a teoria das mutações múltiplas. Como o sistema imunitário normalmente envelhece mais lentamente nas mulheres do que nos homens, foi possível ter em conta a diferença dos sexos na incidência do cancro, algo que as mutações genéticas só por si não conseguem explicar.

Estes achados sugerem que o sistema imunitário, particularmente à medida que envelhece, poderá desempenhar um papel mais significativo do que se pensava. Se esta hipótese for provada em estudos posteriores, poderá ter implicações significativas sobre a prevenção e tratamento do cancro mundialmente.

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Referência
Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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