Atraso no tratamento de fibrilação atrial aumenta risco de demênciaNotícias de Saúde

Terça, 16 de Maio de 2017 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: Hospital Samaritano

O risco de demência aumenta nos pacientes diagnosticados com fibrilação atrial e que atrasam o tratamento com anticoagulantes, demonstrou um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto do Coração do Centro Clínico Intermountain, EUA, o estudo de larga escala incluiu a participação de 76.230 pacientes com fibrilação atrial, uma arritmia cardíaca muito comum, que foram acompanhados desde o diagnóstico até iniciarem tratamento de anticoagulação ou agente antiplaquetário.
 
Os pacientes não apresentavam histórico de demência e foram tratados com varfarina, um fármaco usado no tratamento ou prevenção de coágulos sanguíneos nas veias ou artérias.
 
A equipa dividiu os pacientes em dois grupos: os que receberam tratamento imediato (iniciado menos de 30 dias após o diagnóstico) e os que iniciaram o tratamento com atraso (um ano após o diagnóstico).
 
Foi utilizado um índice de medição, conhecido como CHADS2, para prognosticar o risco de trombose e identificar os pacientes que se encontravam em maior risco de declínio cognitivo com o atraso no tratamento. 
 
Os investigadores descobriram que o risco de demência nos pacientes com baixo risco era 30% mais elevado nos que atrasaram o início do tratamento; nos pacientes com risco elevado, esta percentagem subiu para os 136%. 
 
Relativamente ao período de atraso de início do tratamento, registou-se um risco de demência linear à medida que o atraso no início do tratamento com varfarina aumentava, avaliado no âmbito dos seguintes intervalos: menos de 30 dias, de 31 dias a um ano, de um a três anos e mais de três anos.
 
Jared Bunch, diretor de Investigação do Ritmo Cardíaco no Instituto do Coração do Centro Clínico Intermountain avançou que “os nossos resultados reforçam a importância de iniciar o tratamento de anticoagulação o mais cedo possível após um paciente ser diagnosticado com fibrilação atrial”. 
 
O especialista comentou ainda que “verificámos pela primeira vez que mesmo esperando apenas 30 dias para iniciar o tratamento de anticoagulação pode fazer aumentar o risco a longo prazo de um paciente desenvolver demência”.

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Referência
Estudo apresentado no congresso Heart Rhythm 2017, EUA

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