Atividade na meia-idade pode influenciar risco de demênciaNotícias de Saúde

Quinta, 28 de Fevereiro de 2019 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: PtMedBook

A manutenção de um estilo de vida ativo na meia-idade, tanto a nível mental como físico, poderá diminuir o risco de demência e Alzheimer décadas mais tarde, concluiu um estudo.
 
A equipa de investigadores que conduziu o estudo, da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, Suécia, recrutou 800 mulheres suecas com uma média de idades de 47 anos e que foram acompanhadas durante 44 anos, entre 1968 e 2012. No início do estudo, a equipa questionou as participantes sobre atividades físicas e mentais desempenhadas. 
 
As atividades mentais foram divididas em cinco áreas: artísticas, intelectuais, manuais, religiosas e em clubes. Foram consideradas atividades como leitura, idas a concertos, exposições, cantar num coro, tocar um instrumento musical, bordar, jardinar ou participar em cerimónias religiosas.
 
Mediante os resultados, as participantes receberam pontuações para cada uma das cinco áreas, com base na frequência de participação. Uma pontuação de zero foi considerada como atividade inexistente ou escassa, um para moderada e dois para elevada. A pontuação total possível era 10.
 
Uma ida a um concerto ou ao teatro nos últimos seis meses foram, por exemplo, consideradas como atividades moderadas, enquanto tocar um instrumento musical ou pintar foram definidas como atividades elevadas. 
 
Com base na pontuação obtida, as mulheres foram divididas em dois grupos. As que tiveram uma pontuação de zero a dois (44%) integraram um grupo de atividade reduzida, enquanto as restantes (56%) receberam pontuações de três a 10 e foram colocadas num grupo de atividade elevada.
 
Relativamente à atividade física, as participantes foram divididas em ativas (desde atividade ligeira, de pelo menos quatro horas semanais, como andar a pé e de bicicleta, jardinar e praticar bowling, a exercício físico intenso como correr ou nadar frequentemente) e inativas. 82% das mulheres foram colocadas no grupo ativo e 17% no grupo inativo.
 
Durante o estudo, 194 mulheres desenvolveram demência, sendo 102 dos casos de Alzheimer. Foi apurado que as mulheres com um nível elevado de atividades mentais eram 46% menos propensas a desenvolverem Alzheimer e 34% menos propensas a demência do que as mulheres com um nível reduzido de atividades mentais. 
 
Após considerados fatores que poderiam afetar o risco de demência, foram obtidos resultados semelhantes e foi ainda identificado que as mulheres fisicamente ativas tinham um risco geral 34% menor de desenvolverem a doença. 

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Referência
Estudo publicado na “Neurology”