Atividade física combate risco genético de doenças cardiovascularesNotícias de Saúde

Quinta, 12 de Abril de 2018 | 38 Visualizações

Fonte de imagem: Esperity

Um estudo recente apurou que a prática de exercício físico ajuda a manter o coração saudável nos indivíduos que apresentam um risco elevado de doenças cardiovasculares.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, EUA, revelou que os indivíduos com maior força de preensão, mais forma física e cardiovascular apresentavam um menor risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de enfarte do miocárdio, mesmo tendo predisposição genética para tal.
 
Emmi Tikkanen liderou o estudo, que teve como base a análise de dados recolhidos de 482.702 indivíduos da base de dados UK Biobank. 
 
Os participantes foram submetidos a testes de preensão correlacionados com a sua força corporal em geral, relataram os seus níveis de atividade física, usaram acelerómetros nos pulsos durante sete dias e fizeram testes em bicicletas estacionárias. Os investigadores usaram também dados genéticos de 468.095 dos participantes.
 
A análise dos dados demonstrou que os níveis mais elevados de forma física estavam associados a menores níveis de problemas cardiovasculares, como doença das artérias coronárias, AVC e fibrilação auricular.
 
Nos participantes com alto risco genético de doenças cardiovasculares, os níveis elevados de aptidão cardiorrespiratória foram associados a um risco 49% menor de doença coronária e 60% menor de fibrilação auricular em relação a participantes com pouca aptidão cardiorrespiratória.
 
Relativamente aos participantes com um risco intermédio de doenças cardiovasculares, os que apresentavam maior força de preensão possuíam um risco 36% inferior de desenvolverem doença das artérias coronárias e 46% menor de fibrilação auricular em relação a quem tinha o mesmo risco genético e menos força de preensão. 
 
Erik Ingelsson, investigador neste estudo, concluiu que este achado é relevante pois mesmo que se tenha um elevado risco cardiovascular, deve-se continuar a praticar exercício físico, lembrando que “é uma mistura de genes e meio-ambiente que influenciam a saúde”.

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Referência
Estudo publicado na “Circulation”

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