Atenção ao consumo de bebidas energéticas por jovensNotícias de Saúde

Domingo, 21 de Janeiro de 2018 | 125 Visualizações

Fonte de imagem: National Center for Complementary and Integrative Health

Um estudo chamou a atenção para o consumo de bebidas energéticas por crianças e jovens devido aos possíveis malefícios para a saúde que as mesmas poderão causar.
 
Conduzido por investigadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Waterloo, Canadá, o estudo identificou problemas de saúde, relacionados com o consumo daquele tipo de bebidas, como batimentos cardíacos rápidos, náuseas, diarreia e até convulsões em mais de metade dos jovens que as tinham consumido.
 
Para o estudo, os investigadores conduziram uma sondagem nacional no Canadá que contou com a participação de 2.055 jovens canadianos com idades compreendidas entre os 12 e os 24 anos. 
 
Foi apurado que entre os jovens que tinham consumido bebidas energéticas em alguma altura das suas vidas, 55,4% tinha sofrido um evento de saúde adverso.
 
Ao refinarem os dados, foi identificado que 24,7% dos jovens consumidores tinham tido batimentos cardíacos acelerados, 24,1% tinham tido dificuldades em dormir, 18,3% tinham tido dores de cabeça, 5,1% tinham experienciado vómitos, náuseas ou diarreia, 5% tinham procurado ajuda médica, 3,6% tinham sentido dores no peito e 0,2% sofreram uma convulsão. 
 
“O número de efeitos na saúde observados no nosso estudo sugere que mais deveria ser feito para restringir o consumo nas crianças e jovens”, comentou David Hammond, docente naquela instituição universitária.
 
“A maioria das avaliações de risco até à data usavam o café como uma referência para fazer uma estimativa dos efeitos sobre a saúde das bebidas energéticas; no entanto é evidente que estes produtos oferecem maiores riscos para a saúde”, continuou o investigador.
 
David Hammond especulou que os efeitos das bebidas energéticas sobre a saúde poderão ser devidos a ingredientes diferentes do café, ou à forma como são consumidas, incluindo com álcool ou durante atividades físicas; seja o que for, os achados sugerem uma necessidade de se aumentar a vigilância dos efeitos sobre a saúde desses produtos”, concluiu.

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Referência
Estudo publicado na “Canadian Medical Association Journal Open”