Associação entre vitamina D e risco de demência confirmadaNotícias de Saúde

Segunda, 11 de Agosto de 2014 | 189 Visualizações

A deficiência da vitamina D está associada a um risco significativamente maior de demência e doença de Alzheimer nas pessoas idosas, dá conta um estudo publicado na revista “Neurology”.

A equipa internacional de investigadores, liderada por David J. Llewellyn, da Escola de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, contou com a participação de 1.658 adultos com 65 anos, que eram capazes de caminhar sem ajuda e não apresentavam sinais de demência, doença cardiovascular ou acidente vascular cerebral, no início do estudo. Os participantes foram acompanhados ao longo de seis anos de forma a investigar quem desenvolveria doença de Alzheimer ou outras formas de demência.

O estudo apurou que os indivíduos que apresentavam uma deficiência moderada relativamente aos níveis de vitamina D apresentavam um risco 53% maior de desenvolver demência de qualquer tipo. Este risco aumentou para os 125% no caso da deficiência de vitamina D ser muito severa.  

Foram registado resultados similares para a doença de Alzheimer, enquanto os participantes com níveis de deficiência moderada de vitamina D apresentavam um risco 69% de desenvolver esta doença. Naqueles em que esta deficiência era mais grave o risco aumentava até aos 122%.

“Esperávamos encontrar uma associação entre níveis baixos de vitamina D e um maior risco de demência e doença de Alzheimer, mas os resultados encontrados foram surpreendentes. Na realidade a associação encontrada foi duas vezes maior à esperada”, revelou, em comunicado de imprensa, David J. Llewellyn.

Os investigadores acreditam que é necessário realizar ensaios cínicos para determinar se o consumo de alimentos ou a toma de suplementos de vitamina D pode atrasar ou mesmo prevenir o desenvolvimento da doença de Alzheimer e de outras demências.

Os autores do estudo chamam ainda a atenção para o facto de estes resultados não demonstrarem que baixos níveis de vitamina são causadores de doença. Contudo, estes são, de facto, resultados bastante encorajadores, e mesmo que apenas um pequeno número de pessoas venha a ser beneficiado, este achado poderá ter um grande impacto na saúde pública dada a natureza devastadora e dispendiosa da demência.

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”

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