Aspirina é afinal segura após AVC hemorrágicoNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Maio de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Chronobiology

Os pacientes que tenham sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico, que é causado pelo rompimento de uma artéria cerebral, podem tomar medicamentos em segurança, sem aumentarem o risco de um novo episódio, sugeriu um novo estudo.
 
Conduzido por investigadores da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, o estudo é tranquilizador para os muitos pacientes que tomam medicação para reduzir o risco de ataque cardíaco ou de outro tipo comum de AVC causado por coágulos de sangue no cérebro, o AVC isquémico.
 
Estes medicamentos, conhecidos como antiagregantes plaquetários, incluem a aspirina e o clopidogrel e ajudam a evitar que o sangue forme coágulos. São muitas vezes prescritos a idosos para diminuírem o risco de ataque cardíaco ou de AVC causado por um coágulo.
 
Para este estudo, os investigadores analisaram os resultados de 537 pacientes no Reino Unido que tinham sofrido uma hemorragia cerebral e estavam a tomar medicação para impedir a coagulação do sangue. 
 
Os pacientes foram distribuídos, de forma aleatória, por dois grupos: um grupo recebeu um tratamento antiagregante plaquetário e o outro evitou tomar aquele tipo de medicação durante até cinco anos.
 
Foi observado que os participantes que tinham tomado os antiagregantes plaquetários experienciaram menos recorrências de hemorragia cerebral do que os que não tinham recebido o tratamento.
 
Com efeito, 12 pacientes sofreram uma hemorragia cerebral enquanto tomavam a medicação, em comparação com 23 pacientes que não a tomaram.
 
Isto poderá sugerir que os tratamentos reduzem, em vez de aumentarem, o risco de mais hemorragias no cérebro, consideram os investigadores. Contudo, são necessários estudos mais aprofundados.
 
“Estou disposto a investigar a possibilidade de estes medicamentos poderem diminuir para metade o risco das hemorragias cerebrais voltarem a acontecer”, disse Rustam Salman, investigador da Universidade de Edimburgo.

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Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet”

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