Aspirina abranda disseminação do cancro do cólon e pâncreasNotícias de Saúde

Terça, 20 de Dezembro de 2016 | 24 Visualizações

Fonte de imagem: Top Santé

A aspirina pode abrandar a disseminação de alguns tipos de células cancerígenas do cólon e do pâncreas, sugere um estudo publicado no “American Journal of Physiology -- Cell Physiology”.

As plaquetas são células sanguíneas envolvidas na coagulação. Estas células promovem o crescimento das células cancerígenas uma vez que libertam fatores de crescimento e aumentam a resposta de determinadas proteínas que regulam o desenvolvimento das células tumorais, as oncoproteínas. 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que a toma de aspirina de baixa dosagem, um antiplaquetário, reduzia o risco de alguns tipos de cancros gastrointestinais. Contudo, ainda não estava completamente claro como a aspirina era capaz de dificultar o crescimento tumoral.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos EUA, decidiram averiguar o efeito da inibição da ativação e função plaquetária com toma de aspirina na proliferação de células cancerígenas do cólon e do pâncreas.

No estudo, os investigadores combinaram plaquetas ativadas com três grupos de células cancerígenas provenientes do cancro do cólon metastático, do cancro do cólon não metastático e do cancro do pâncreas não metastático.

Após terem adicionado a aspirina, os cientistas verificaram que as plaquetas deixaram de ser capazes de estimular o crescimento e a replicação das células cancerígenas do pâncreas e das células cancerígenas não metastáticas do cólon. As células do cancro do cólon metastático continuaram a se multiplicar mesmo quando tratadas com aspirina.

Nas células cancerígenas pancreáticas, a aspirina de baixa dosagem impediu as plaquetas de libertarem o fator de crescimento e dificultou a sinalização de oncoproteínas que fazem com que o cancro sobreviva e se dissemine. Apenas doses muito elevadas foram capazes de impedir o crescimento das células do cólon metastático. 

Os cientistas concluem que este estudo revela diferenças e especificidades importantes no mecanismo de ação da aspirina de baixa e elevada dosagem nas células cancerígenas metastáticas e não metastáticas com diferentes origens tumorais. Adicionalmente foi sugerido que a capacidade da aspirina impedir a expressão da c-MYC, uma oncoproteína, induzida pelas plaquetas pode ser seletivo de um fenótipo não metastático.

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Referência
Estudo publicado no “American Journal of Physiology -- Cell Physiology”

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